Image Map

Que venha 2017!



Oi amores, como vocês estão se sentindo no último dia do ano? Espero que já tenham pensado em tudo que passaram, fizeram a retrospectiva de suas vidas e agradeceram pelas lições e bençãos. 
O ano de 2016 foi um ano importante por variadas razões. Vou listar algumas questões que acredito serem essenciais para a reflexão:

  • Foi um ano de fechamento de ciclo. Um ciclo de 36 anos regido pelo Sol acaba de se encerrar. Além de 2016 na numerologia ser um ano 9 (2+0+1+6) que também representa encerramento de ciclo. O Sol em todo seu brilho simboliza a individualidade, ser o centro, o egocentrismo, a vaidade, a dominação, o sentimento de lutar pelo o que é meu, mas por outro lado, a busca pelo autoconhecimento e da criatividade. A jornada de se mergulhar em você mesmo e descobrir sua sombra, seus medos, suas angústias e traumas, iluminadas pela luz do Sol e da autoconsciência. É o símbolo do excesso e como vivemos os excessos nesses últimos anos, não é? Até chegar ao limite do insustentável. O consumismo desenfreado e a exploração dos recursos naturais nos trouxeram uma realidade não muito agradável. O individualismo chegou ao extremo, as redes sociais expressaram bem o sentido de brilho do sol de cada um, todos querendo serem vistos e reconhecidos. Mas qual o sentido? Quanto mais precisávamos da validação do outro para sermos alguém, mas isso nos diminuía. Foi aí que entendemos a importância do amor próprio. Foi aí que entendemos o empoderamento. Foi aí que entendemos que não olhar pro próximo também nos afeta, e que precisamos pensar em níveis coletivos e individuais. A Humanidade é Uma Unidade, em Um Universo em que somos Irmandade. Não somos superior a ninguém. Depois desse ciclo regido pelo Sol e por todas as suas atribuições, finalmente mudamos.
  • 2016 foi um ano em que senti que as consequências de nossas ações vieram mais rápidas do que nunca. A energia do tempo foi sentida passando mais rápida do que nunca. Num piscar de olhos, acabou. Mas tanta coisa aconteceu... As pessoas começaram a estar mais sensíveis à vibração energética. Cortaram de suas vidas pessoas tóxicas que lhes sugavam energia vital. Cortaram de suas vidas atividades que não lhe davam prazer de viver. Reconheceram em si mesmas o poder da intenção. A intenção decidirá a carga energética de sua ação e as coisas devem ser feitas baseadas no amor. Para aqueles que vibraram amor, as coisas simplesmente entraram num fluxo perfeito de sincronicidade. Para aqueles que negaram o amor, as coisas foram bem difíceis e requeriam muito esforço. Vários relacionamentos acabaram porque não bastavam mais, porque não valiam mais a pena, ou porque não eram baseados no amor. Eu mesma terminei meu relacionamento de 4 anos esse ano, e acredito que foi no momento certo. Foi infinito enquanto durou e durou pra sempre até valer a pena. Mas foi preciso que acabasse pra que eu pudesse direcionar minha energia à mim mesma e não somente à nós. E isso também valeu pra ele. Crescemos muito individualmente e como amadurecemos. O que importa é ter acabado com respeito, consciente do que estávamos fazendo e com um sentimento de profunda gratidão mútua.   
  • Foi um ano que em qualquer roda de conversa que eu estava, o assunto energia ou espiritualidade aparecia naturalmente. E não estou dizendo sobre discussões religiosas, na verdade, a religião em si foi bem questionada, assim como vários outros paradigmas que regem a Terra (machismo, questões de gênero, educação bancária, partidos políticos...) As pessoas estão sedentas por algo maior. O que nos ofereceram como importante pra vida, não nos é mais suficiente e não supre nossas necessidades mais profundas. O que era raso e superficial ficou obsoleto. Alguns se deixaram levar pelo extremismo ou fanatismo. Defenderam suas ideias com unhas e garras e pouco ouviram a opinião do próximo. Muitos ainda permaneceram na ideia de dualidade, de escolher um lado da força, de ou ser isso ou ser aquilo. Vivem com uma visão limitada de um mundo que só tem dois lados da moeda, e esqueceram de olhar o Todo, o Sistema. Os que sentiram e entenderam a noção do Todo, não se sentiu desamparado. Compreenderam que fazem parte de algo muito maior do que nós, mas que se estamos aqui nesse momento, temos um propósito. Muitos descobriram ou começaram a intuir o seu próprio propósito de vida, o porquê estão aqui e o que realmente avivam sua alma.

Olhando pra o que passei por 2016, sinto que nunca fui tão eu como sou agora. Comecei minha teoria, comecei a direcionar minha energia para as meditações, procurei restabelecer minha ligação com o Divino e tive muitas experiências espirituais que me guiaram num processo de profundo autoconhecimento. Foram incontáveis "coincidências" de pessoas que apareceram no momento exato, de sinais que foram impressionantes e me levaram a coisas que eu precisava, sonhos reveladores e insights importantíssimos. Minha intuição está mais apurada e aprendi a ouvi-la com mais atenção e cuidado. Só tenho a agradecer por tudo que aconteceu e por tudo que sou. O ano dos meus 21 anos, o ano do meu despertar da consciência e o ano que entendi o que vim fazer aqui.


2017 vem trazendo o novo. Um novo ciclo de 36 anos regido por Saturno, além de ser um ano regido pelo próprio Saturno, e mais, janeiro inicia o ano com o signo de capricórnio que também é regido por Saturno. Ou seja, uma tripla regência, trazendo uma injeção de grande energia solar principalmente para o Trópico de Capricórnio no solstício de verão que transpassa o Brasil (e principalmente Ubatuba <3).
Vamos nos despedir das energias densas que nos desviavam do nosso verdadeiro propósito e vamos saudar uma nova fase que preza a clareza.
Clareza pois tudo será cristalino. Nada ficará encoberto. Precisamos pensar antes de agir, agir conscientes. Os erros serão claros e suas consequências também.Não haverá energia em cima do muro. Precisamos optar por irradiar luz e amor, nossas decisões internas precisam nascer da clareza e da intenção consciente. 
Saturno simboliza o grande pai, aquele que impõe limites e preza pela integridade e responsabilidade. A clareza será a mãe de todas as coisas. Viveremos a matéria, o mundo material, com uma nova consciência, sem excessos nem carências. Muitas coisas precisam ser repensadas, revistas, desconstruídas baseadas no respeito e na generosidade para dar lugar ao novo. 
Seremos impulsionados a fazer o novo que agrada nossa criança interior, trazendo a espontaneidade e criatividade para criar com leveza, alegria e suavidade. Precisamos SER, EXISTIR. 
Ficará claro para quem estiver consciente, quem também está no seu nível vibracional e quem decidiu negar a luz. Essas pessoas são levadas a se vitimizar e se desesperar, se distrair. Será necessário de desapegar dessas pessoas e aceitar as suas escolhas, respeitando seu momento de evolução. Não precisamos ser aprovados pelos outros, mas seremos cobrados a nos conhecer, buscar nossa evolução interna que naturalmente transparecerá e dará contorno a sua própria realidade. Está surgindo uma nova Humanidade, uma nova concepção. Temos que ter discernimento para saber proteger o que é necessário e deixar ir aquilo que não nos serve mais. 
A ÁGUA CRISTALINA será o elemento da nova Terra. E engraçado que na minha última meditação, pude ver a diferença das energias. A energia negativa é uma coisa pegajosa, que gruda e é espessa, e quando ela impregna no coração fica difícil de tirar. A energia positiva é leve, é de luz, é livre e é expansiva. Peça para que a água viva te limpe, limpe seu coração dessa energia grudenta e que pesa sua cabeça, sua mente e sua vida. Peça pra luz integrar a sombra e te deixar ver. Mergulhe em você, será que encontrará um mar de lama ou um lago cristalino?
Estamos aqui para sermos únicos, pois somos. Chegamos a um novo patamar de evolução e aprendemos que QUANDO ME ELEVO, TODA EXPERIÊNCIA SE ELEVA COMIGO. Não adianta julgar o outro, e sim olhar pra si. Precisamos mudar internamente para a mudança externa acontecer. 


No dia 1/1/2017 às 1:11 dizem que um portal interdimensional se abrirá e será de extrema importância em qual vibração você estará vibrando nesse momento. Agradeça, vibre luz e seja luz.
Mude seus pensamentos, ações e sentimentos, se renove, aceite, perdoe e recomece. Não entre em 2017 com uma vibração de medo do que virá, ou já reclamando do que virá. Esteja aberto a viver o que tiver que viver e saiba que tudo é um espelho, um reflexo. Tudo está propício para uma grande e boa mudança, seja parte dela. Mova-se, mude, transforme. 

Um bom recomeço e um ótimo ano novo e ciclo novo pra vocês!
Ano que vem tem muita novidade! Que a Luz da consciência Divina esteja em seu coração.


Bjos,
Evy

Alguns trechos foram retirados do link: http://www.kryonnobrasil.com/news/partilhas-amorosas-de-energia-a-chegada-da-era-cristalina/


O histórico do despertar da consciência na humanidade


Nesses últimos tempos, tenho investido tempo e energia na minha teoria e na minha espiritualidade. Nas minhas meditações, quando eu não pedia por mais nada, não havia mais desejo do ego, mas sim uma necessidade de apenas ser amor, ser uma só energia, fazer parte do Todo. Os momentos precedidos por esse êxtase, era uma confrontação constante com facetas egóicas que resistiam em cair pra não perder seu controle. A primeira sensação que vinha era de insegurança. O ego está acostumado a ocupar a posição de controle, ou pelo menos possui uma conduta EGOísta de se iludir e defender de sua própria pequenez. O ego, para Jung, é o complexo formado no corpo que é o centro da personalidade consciente, porém, nossa mente não é apenas consciente. Aliás, nada no mundo é uma coisa só. Os elementos são formados e co-criam sua própria oposição simultaneamente à sua existência. Freud já nos explicou que somos seres impulsinados pelo desejo inconsciente. Jung já nos mostrou o arcabouço histórico presente em nossas mentes compondo o vasto e simbólico inconsciente coletivo. Além disso, possuímos um centro da totalidade da personalidade, integrando os opostos da consciência e da inconsciência, o chamado Self, que seria nossa essência, interpretado por alguns como a centelha divina da Totalidade e da energia criadora dentro de nós.
Pensando nisso, quando o meu ego embirrava em não querer perder o controle, me vinham as inseguranças, que nada mais são do que medo. Precisei enfrentar alguns medos para que meu ego se regenerasse através da consciência, entre eles, o medo de ser inútil. Temos medo e somos regidos numa cultura terrorista, e o medo nos paralisa. O paralisamento é o que eu menos desejo se o movimento natural das coisas é evoluir no decorrer do tempo. Então, ao enfrentar meus medos, podia deixar meu ego de lado e me entregar ao Self. Me entregar ao Deus que existe dentro de mim e que deseja que eu me realize sendo o que devo ser, e não o que esperam de mim. Quando isso acontecia, me mergulhava num calor energético delicioso e de vibração de amor que chegava a literalmente vibrar meu corpo. À partir daí comecei a prestar mais atenção aos medos relatados por pessoas do meu cotidiano, e me espantei com a recorrência que tal sensação está presente em seu discurso.
Ontem tirei um livro parado na estante que havia comprado há mais de um ano e não cheguei a começar. Por algum motivo eu o escolhi e cheguei nesse trecho que apresentarei pra vocês e foi muito esclarecedor e totalmente sincrônico com o meu momento atual de vida:

"De repente, estava testemunhando o despertar da consciência. Diante de mim, estendia-se uma vasta e ventosa planície africana. Percebi um movimento; um pequeno grupo de seres humanos, nus, catava frutinhos silvestres. Enquanto assistia à cena, fui me conscientizando daquele período. Intimamente ligados aos ritmos e sinais da natureza, nós, os seremos humanos, vivíamos e reagíamos por instinto. As atividades cotidianas era orientadas para os desafios da busca de alimento e para a afirmação de cada um como membro do seu bando. No alto da hierarquia de poder, estavam os indivíduos fisicamente mais fortes e aptos, e nós aceitávamos nossa posição nessa hierarquia da mesma maneira que aceitávamos as constantes tragédias e dificuldades da existência: sem reflexão.
Enquanto eu assistia, milhares de anos se passaram e incontáveis gerações viveram e desapareceram. Então, aos poucos, certos indivíduos começaram a perder a paciência com os acontecimentos que ficavam rotineiros. Quando uma criança morria em seus braços, o nível de consciência deles aumentava e eles ficavam se perguntando por quê. E pensando como aquilo poderia ser evitado no futuro. Esses indivíduos estavam ficando conscientes - começando a perceber por que estavam aqui, agora, vivos. Tinham a capacidade de deixar de reagir como autômatos e passar a vislumbrar a razão de ser da existência em todo o seu alcance. A vida, sabiam, continuava através dos ciclos de Sol e da Lua e das estações, mas, como atestavam os mortos em volta deles, tinha também um fim. Qual era o propósito?
Olhando atentamente para esses indivíduos questionadores, pude captar suas Visões de Nascimento (a visão que se teve no plano espiritual antes de nascer sobre a escolha da família e de sua missão terrena); eles haviam chegado à dimensão terrena com o propósito específico de dar início ao primeiro despertar existencial da humanidade. E, embora eu não conseguisse ver todo o alcance de seu objetivo, sabia que no fundo eles guardavam na mente a inspiração mais ampla da Visão do Mundo. Antes de nascer, eles sabiam que a humanidade estava embarcando em uma longa viagem que eles já anteviam. Mas também sabiam que, nessa viagem, o progresso tinha de ser conquistado, geração após geração -  pois à medida que despertávamos para ir em busca de um destino mais elevado, íamos perdendo a tranquilidade da inconsciência. Junto com a animação e a liberdade de saber que estávamos vivos, vieram o medo e a insegurança de não saber por que estávamos vivos.
Pude ver que a longa história da humanidade seria movida por essas duas necessidades conflitantes. Por um lado, seríamos impelidos a vencer nossos medos pela força de nossas intuições, pela visão de que vivemos para realizar um objetivo específico: fazer a cultura avançar numa direção positiva que só nós, como indivíduos, agindo com coragem e sabedoria, podemos inspirar. A força desses sentimentos nos lembraria que, por mais insegura que parecesse a vida, nós, na verdade, não estávamos sós, que havia uma finalidade e um significado por trás do mistério da existência.
Mas, por outro lado, frequentemente caíamos no extremo oposto, a necessidade de nos proteger do Medo, às vezes perdendo de vista o objetivo, dominados pela angústia da separação e do abandono (Freud explica). Esse Medo nos tranfsormaria em seres assustados e na defensiva, lutando para manter nossas posições de poder, roubando energia uns dos outros e sempre resistindo a mudanças e à evolução, independentemente da qualidade das novas informações disponíveis.
À medida que o despertar prosseguia, milênios se passavam, e eu ia vendo como os seres humanos aos poucos foram se unindo em grupos cada vez maiores, movidos pelo impulso natural de identificar-se com um número maior de pessoas, de passar para organizações sociais mais complexas. Pude ver que esse impulso vinha da vaga intuição, conhecida em sua totalidade na Outra Vida (a espiritual), de que o destino dos seres humanos na Terra era evoluir para a unificação. Seguindo essa intuição, percebemos que podíamos deixar de ser apenas caçadores nômades e passar a cultivar as plantas da Terra e colhê-las regularmente. Do mesmo modo, podíamos domesticar e criar várias espécies animais, garantindo uma alimentação variada e rica em proteínas. Com as imagens da Visão do Mundo no fundo do nosso inconsciente (inconsciente coletivo, descrito por Jung), estimulando-nos de uma forma arquetípica, começamos a assistir ao que seria uma das mais dramáticas transformações da história da humanidade: o salto do nomadismo para a formação de grandes vilas agrícolas. 
Quando essas comunidades agrícolas se tornaram mais complexas, o excedente de alimentos fez surgir o comércio e a humanidade pôde se organizar no que vieram a ser os primeiros grupos profissionais - pastores, construtores e tecelões, depois mercadores e serralheiros e soldados. Logo inventaram a escrita e a tabulação. Mas os caprichos da natureza e os desafios da vida ainda afetavam profundamente a consciência da humanidade em seus primórdios, e ainda havia aquela pergunta não verbalizada pairando no ar: por que estávamos vivos?  Como antes, assistir à Visão de Nascimento desses indivíduos que desejavam compreender a realidade espiritual num nível mais elevado. Eles vinham à dimensão terrena especificamente para conscientizar mais os seres humanos da fonte divina, mas suas primeiras intuições do divino continuavam confusas e incompletas, assumindo formas politeístas. A humanidade começou a identificar o que supúnhamos ser a multidão de divindades cruéis e exigentes, deuses que existiam fora de nós mesmos e regiam o tempo, as estações e os estágios da colheita. Inseguros, pensávamos que precisávamos aplacar estes deuses com ritos, rituais e sacrifícios.
Ao longo dos séculos, as inúmeras comunidades agrícolas foram se unindo e vieram a formar grandes civilizações na Mesopotâmia, o Egito, no vale do Indo, em Creta e no nordeste da China, cada qual criando seus próprios deuses e ídolos. Mas essas divindades não conseguiram evitar a ansiedade por muito tempo. Vi gerações de espíritos passarem à dimensão terrena com a intenção de trazer a mensagem de que a humanidade estava destinada a progredir através do intercâmbio do conhecimento. No entanto, uma vez aqui, esses indivíduos sucumbiam ao Medo e transformavam essa intuição numa necessidade inconsciente de conquistar, dominar e impor seu modo de vida à força.
Assim começou a grande era dos impérios e dos tiranos, com os líderes ascendendo ao poder uns após outros, unindo seu povo, conquistando todos os territórios que podiam, cada qual convencido de que os pontos de vista de sua cultura deveriam ser adotados por todo mundo. No entanto, ao longo de toda essa era, esses tiranos, por sua vez, acabaram sempre conquistados e subjugados por uma visão cultural mais ampla e mais forte. Por milhares de anos, diferentes impérios foram subindo  como bolhas ao topo da consciência da humanidade, disseminando suas ideias, ascendendo temporariamente com uma realidade, um plano econômico e uma tecnologia de guerra mais efetivos, simplesmente para logo serem depostos por uma visão mais forte e organizada Lentamente, por esse método, ideias velhas e fora de moda eram substituídas.
Pude ver que, por mais lento e sangrento que fosse esse processo, verdades-chave iam pouco a pouco passando da dimensão espiritual para a dimensão física. Uma dessas verdades mais importantes - uma nova ética de interação - começou a emergir em vários pontos do planeta, mas foi expressa com maior clareza pela filosofia dos gregos antigos. Instantaneamente, pude ver a Visão de Nascimento de centenas de membros da cultura grega, cada qual desejando recordar essa visão oportuna.
Por muitas gerações, eles haviam visto o desperdício e a injustiça da violência interminável da humanidade para com ela mesma, e sabiam que os homens podiam transcender o hábito de lutar e conquistar outros povos e implementar um novo sistema de intercâmbio de ideias, um sistema que protegesse o direito soberano de cada indivíduo a ter uma opinião própria, independentemente da força física - um sistema que já era conhecido e seguido na dimensão espiritual. Enquanto eu assistia, essa nova modalidade interativa foi surgindo e tomando forma na Terra, finalmente tornando-se conhecida como democracia.
Nesse método de intercâmbio de ideias, a comunicação entre os seres humanos às vezes descambava para uma luta insegura pelo poder, mas pelo menos agora, pela primeira vez, o processo estava encaminhando para que se buscasse a evolução da realidade do sr humano no nível verbal e não no físico.
Ao mesmo tempo, outra ideia seminal, destinada a transformar completamente o que se entendia por realidade espiritual, estava aparecendo nas histórias escritas de uma pequena tribo do Oriente Médio. Do mesmo modo, também pude ver a Visão de Nascimento de muitos proponentes dessa ideia. Essas pessoas, nascidas na cultura judaica, sabiam antes de nascer que estávamos certos ao intuir uma fonte divina, mas, ao mesmo tempo, nossa descrição dessa fonte era falha e distorcida. Nosso politeísmo era apenas uma cena fragmentada de um quadro mais amplo. Na verdade, essas pessoas se deram conta de que havia um só Deus, um Deus que para elas ainda era exigente, e ameaçador, e patriarcal - e ainda vivendo fora de nós -, mas pela primeira vez, pessoal e receptivo, e o único criador de todos os seres humanos.
Em seguida, vi essa intuição de uma fonte divina emergir e se definir em culturas pelo mundo inteiro. Na China e na Índia, que há muito eram líderes em matéria de tecnologia, comércio e desenvolvimento social, o Hinduísmo e o Budismo, assim como outras religiões orientais, fizeram o Oriente se voltar para um foco mais contemplativo.
Os criadores dessas religiões intuíram que Deus era mais do que um personagem. Era uma força, uma consciência que só podia ser encontrada em sua plenitude quando se atingia o que eles descreviam como uma experiência de iluminação (algo relacionado à luz, que na física quântica é postulada pelo princípio da dualidade partícula-onda: Ela postula que toda a matéria exibe propriedades de onda e partícula). Em vez de apenas agradar a Deus pela obediência a certas leis e ritos, as religiões orientais preconizavam uma abertura da consciência para uma harmonia e uma segurança que estavam sempre disponíveis. 
Rapidamente a cena passou para o Mar da Galiléia, e pude ver que a ideia de Deus uno que acabaria transformando as culturas ocidentais estava evoluindo da noção de uma divindade fora de nós, patriarcal e crítica, para a ideia de um Deus interiorizado, um Deus cujo reino estava em cada um de nós. Vi quando um homem passou para a dimensão terrena lembrando praticamente toda a sua Visão de Nascimento.
Ele sabia que estava aqui para trazer ao mundo uma nova energia, uma nova cultura baseada no amor. Sua mensagem era o seguinte: o Deus era um espírito sagrado, uma energia divina, cuja existência podia ser sentida e provada pela experiência. Despertar espiritualmente significava mais do que rituais, sacrifícios e orações comunitárias. Envolvia um arrependimento mais profundo; um arrependimento que era uma mudança da atitude psicológica baseada na supressão dos vícios do ego e num "abandonar-se" transcendental que garantiria os verdadeiros frutos da vida espiritual.
Na época em que essa mensagem começou a se difundir, vi quando o império mais influente de todos, o Romano, adotou a nova religião e levou a ideia de Deus uno e interno a muitos povos da Europa. Mais tarde, quando os bárbaros do norte atacaram, desmembrando o império, a ideia sobreviveu na organização feudal da cristandade que veio a seguir.
Neste ponto, vi os apelos dos Gnósticos, instando a Igreja focalizar mais a experiência interna e transformadora, usando a vida de Cristo como um exemplo do que cada um de nós podia conseguir. Vi a Igreja sucumbir ao Medo, seus líderes pressentindo uma perda de controle, construindo uma doutrina em torno da hierarquia poderosa dos clérigos, que se impunham como mediadores, concessionários do espírito para o povo. Depois, todos os textos Gnósticos foram tachados de blasfemos e excluídos da Bíblia.
Embora muitos indivíduos chegassem da dimensão da Outra Vida com a intenção de expandir e democratizar a nova religião, aquela foi uma época de grande medo, e os esforços para atingir outras culturas foram mais uma vez confundidos com a necessidade de dominar e controlar.
Aqui vi novamente as seitas dos franciscanos, que desejavam incutir nos seres humanos uma reverência pela natureza e um retorno à experiência interior do divino. Esses indivíduos haviam passado à dimensão terrena com a intuição de que o dilema Gnóstico acabaria sendo resolvido, e estavam determinados a preservar os antigos textos e manuscritos até isso acontecer.
No entanto, pude ver claramente que uma nova era começava no Ocidente. O poder da Igreja estava sendo desafiado por outra unidade social: o estado-nação. Quando os povos da Terra foram se inteirando uns dos outros, a era dos grandes impérios foi chegando ao fim. Surgiram novas gerações capazes de intuir nosso destino de unificação, trabalhando para promover uma consciência de identidade nacional baseada na língua comum e mais intrinsecamente ligada a um país independente. Esses estados ainda eram dominados por líderes autocráticos cujo poder era considerado divino, mas uma nova civilização estava se desenvolvendo, com fronteiras reconhecidas, moeda e rotas de comércio definidas.
Finalmente, na Europa, com a difusão da riqueza e da educação, teve início um grande renascimento. Vi a Visão de Nascimento de muitos participantes deste período. Eles sabiam que o destino dos seres humanos era desenvolver uma democracia forte, e chegaram esperando implantá-la. Os escritos dos gregos e romanos foram descobertos, estimulando a memória das pessoas. Os primeiros parlamentos democráticos foram criados e o povo começou a clamar pelo fim do direito divino dos reis e do jugo sanguinário da Igreja sobre a realidade espiritual e social. Logo veio a Reforma Protestante, que prometia que as pessoas podiam ter acesso direto às Escrituras e conceber uma ligação direta com o divino.
Ao mesmo tempo, indivíduos em busca de mais autonomia e liberdade estavam explorando o continente americano, uma massa de terra simbolicamente colocada entre as culturas do Oriente e do Ocidente. Assistindo à Visão de Nascimento dos europeus mais inspirados para entrar nesse novo mundo, pude ver que eles vieram sabendo que essa terra já era habitada, cônscios de que a comunicação e a imigração só deveriam ter início mediante um convite. No fundo, eles sabiam que os americanos seriam o equilíbrio, o caminho de volta para uma Europa que ia rapidamente perdendo a noção da sagrada intimidade com a natureza e descambando para um secularismo arriscado. As culturas nativas americanas, apesar de imperfeitas, forneciam um modelo que poderia ajudar os europeus a recuperarem suas raízes.
No entanto, também por causa do Medo, esses indivíduos só foram capazes de intuir o impulso de vir para esta terra, pressentindo uma nova liberdade de ação e de pensamento, mas trazendo consigo a necessidade de dominar, conquistar e buscar a própria segurança. As grandes verdades das culturas nativas foram relegadas na ânsia de explorar os imensos recursos naturais da região.
Enquanto isso, o Renascimento prosseguia na Europa. O poder da Igreja para definir a realidade estava diminuindo, e os europeus sentiam-se como se estivessem despertando para uma nova concepção de vida. Graças à coragem de inúmeros indivíduos, todos inspirados pela memória intuitiva, o método científico foi adotado como um processo democrático para o estudo do mundo no qual os seres humanos viviam. Esse método - observar um aspecto da natureza, tirar conclusões e em seguida expô-las - foi considerado o processo gerador de consenso que permitiria, finalmente, que entendêssemos a situação real da humanidade neste planeta e também sua natureza espiritual.
Mas o Medo arraigado na Igreja fez com que se tentasse reprimir essa nova ciência. As forças políticas alinharam de ambos os lados e chegou-se a um meio-termo. A ciência estava liberada para explorar o mundo material, mas tinha de deixar os fenômenos espirituais a cargo dos clérigos, que ainda eram influentes. Todo o mundo interior da experiência - nossos mais elevados estados de percepção da beleza e do amor, as intuições, coincidências, os fenômenos interpessoais e até os sonhos - tudo isso - era, a princípio, interditado à nova ciência.
Apesar dessas restrições, a ciência começou a mapear e descrever o funcionamento do mundo físico, fornecendo informações que impulsionaram o comércio e a utilização dos recursos naturais. A segurança econômica aumentou, e aos poucos fomos perdendo a noção do mistério e abandonando nosso sincero questionamento sobre o propósito da vida. Decidimos que sobreviver e construir um mundo melhor para nós mesmos e para nossos filhos já justificava nossa existência. Fomos entrando num transe coletivo que negava a realidade da morte e criava a ilusão de que o mundo era banal, e estava explicado, e não tinha mistério nenhum.
Apesar da nossa retórica, aquele nosso sentimento, que já fora uma intuição forte, de que havia uma fonte espiritual estava sendo recalcado (reprimido em nosso inconsciente e dificultado de emergir à consciência). Nesse crescente materialismo, Deus só podia ser visto como uma divindade distante, um Deus que apenas criara o mundo e saíra de cena para deixá-lo funcionar mecanicamente, como uma máquina previsível, com todo efeito tendo uma causa, e acontecimentos desconexos ocorrendo apenas por acaso, sem explicação.
No entanto, aqui eu via a intenção da existência de muitos indivíduos dessa época. Eles chegaram a esse mundo sabendo que o desenvolvimento da tecnologia e da produção era importante, porque poderia ser aprimorado e vir a ser não poluente e sustentável e que poderia dar uma liberdade inimaginável à humanidade. Mas no início, nascidos naquele ambiente, eles lembravam apenas da intuição geral de construir, produzir e trabalhar, agarrados ao ideal democrático.
A visão mudou, e pude ver que nenhum lugar essa intuição foi tão forte quanto nos Estados Unidos, com sua Constituição democrática e seu sistema de equilíbrio de poderes. Como uma experiência grandiosa, a América se preparou para o rápido intercâmbio de ideias que caracterizaria o futuro. Porém, por baixo daquilo, as mensagens dos nativos, dos negros e de outros povos, que sustentaram o início da experiência americana, chamavam para serem ouvidas, para serem incorporadas à mentalidade europeia.
No século XIX, estávamos à beira de uma segunda grande transformação da sociedade, uma transformação baseada nas novas fontes de energia que eram o petróleo, o vapor, e finalmente, a eletricidade. A economia se tornara um amplo e complicado campo de ação que fornecia mais produtos do que nunca graças ao surgimento de novas técnicas. As pessoas estavam se mudando em massa das comunidades rurais para os grandes centros urbanos de produção, passando da vida do campo para o desenvolvimento com a nova e especializada Revolução Industrial.
Nessa época, a maioria das pessoas acreditava que um capitalismo de bases democráticas sem o entrave da regulamentação do governo, era o sistema econômico ideal. No entanto, mais uma vez, assistindo a Visão de Nascimento, pude constatar que a maioria das pessoas nascidas neste período tinha esperanças de fazer o capitalismo se aperfeiçoar. Infelizmente, o nível do Medo era tal que elas só conseguiram intuir um desejo de obter segurança individual, de explorar os empregados e maximizar os lucros em cada transição, muitas vezes entrando em negociatas com os concorrentes e com o governo. Essa foi a grande era dos barões ladrões e dos cartéis secretos dos bancos e da indústria.
No entanto, no final do século XX, por causa dos abusos do capitalismo desenfreado, dois outros sistemas econômicos foram apresentados como alternativas. Pouco antes, na Inglaterra, dois homens haviam lançado um "manifesto alternativo" que clamava por um novo sistema, dirigido pelos trabalhadores, que criaria uma utopia econômica onde os recursos de toda a humanidade estariam ao alcance de cada pessoa de acordo com sua necessidades, sem ganância nem competição.
Nas péssimas condições de trabalho da época, a ideia atraiu muitos adeptos. Mas eu logo vi que esse "manifesto" materialista dos trabalhadores havia sido um desvirtuamento da intenção original. Quando a Visão de Nascimento dos dois homens apareceu, percebi que o que eles estavam intuindo era que o destino da humanidade podia ser aquela utopia. Infelizmente não conseguiram lembrar que essa utopia só poderia alcançada por meio da participação democrática, nascida do livre-arbítrio e lentamente evoluída.
Consequentemente, os iniciadores desses sistema comunista, desde a primeira revolução na Rússia, incorreram no erro de pensar que esse sistema poderia ser implantado a força e pela ditadura, uma abordagem que só criou miséria e custou milhares de vidas. Em sua impaciência, os indivíduos envolvidos vislumbraram uma utopia, mas criaram o comunismo e décadas de tragédia.
A cena mudou para a outra alternativa e um capitalismo democrático: o horror do fascismo. Esse sistema foi criado para aumentar os lucros e o controle de uma elite dominante, que se considerava a liderança privilegiada da sociedade. Essa elite acreditava que somente pela abolição da democracia e pela união do governo com as novas lideranças industriais uma nação podia atingir seu potencial máximo e se impor no mundo.
Vi claramente que, criando um sistema como esse, essas pessoas estavam totalmente inconscientes das respectivas Visões de Nascimento. Elas vieram a esse mundo desejando apenas promover a ideia de que a sociedade estava evoluindo para chegar à perfeição e de que uma nação de pessoas totalmente mobilizadas em torno de uma finalidade, esforçando-se para realizar todo o seu potencial, alcançaria níveis elevadíssimos de energia e eficácia. O que foi criado foi uma visão medrosa e egoísta que defendia o princípio errôneo da superioridade de certas raças e nações e a possibilidade de se desenvolver uma supernação cujo destino era governar o mundo. Mais uma vez, a intuição de que todos os seres humanos estavam evoluindo para chegar à perfeição foi confundida por homens fracos e covardes e transformada no reino assassino do Terceiro Reich.
Vi outros - que também vislumbravam o aperfeiçoamento da humanidade, mas que estavam mais em contato com a importância de uma democracia forte - intuírem que precisavam combater ambas as alternativas e uma economia que se expressasse livremente. A primeira reação resultou numa guerra mundial sangrenta contra distorção do fascismo, vencida a um custo altíssimo. A segunda resultou numa longa Guerra Fria contra o bloco comunista.
De repente me vi focalizando os Estados Unidos durante os primeiros anos dessa Guerra Fria, a década de 1950. Nessa época, a América estava absoluta, no auge do materialismo secular, uma preocupação de quatrocentos anos. Graças à riqueza e à segurança, agora havia uma grande classe média, e uma geração muito numerosa nasceu em meio a esse sucesso material, uma geração cujas intuições ajudariam a levar a humanidade à terceira grande transformação.
Essa geração cresceu sendo constantemente lembrada que vivia no maior país do mundo, na terra dos homens livres, com a liberdade e a justiça para todos os cidadãos. porém, quando ficavam mais velhos, alguns membros dessa geração encontraram uma disparidade perturbadora entre essa popular auto-imagem americana e a realidade.  Acharam que muitos nessa terra - as mulheres e certas minorias raciais -, por lei e por praxe, definitivamente não eram livres. Nos anos 1960, a nova geração estava estudando atentamente a imagem dos Estados Unidos e muitos estavam encontrando nela aspectos perturbadores, como por exemplo, um patriotismo cego que esperava que os jovens fossem para uma terra estrangeira lutar numa guerra política, cujos objetivos não eram claramente expressos, e cujas esperanças de vitória eram nulas.
Igualmente perturbadora era a prática espiritual dessa sociedade. O materialismo dos quatrocentos anos anteriores havia recalcado totalmente o mistério da vida e da morte. Muitas pessoas achavam que as igrejas e sinagogas eram cheias de rituais pomposos e vazios. A frequência parecia mais social do que espiritual, e os membros demasiadamente preocupados com a opinião de seus pares a seu próprio respeito.
À medida que a visão se desenrolava, pude ver que a tendência dessa geração à análise e à crítica provinha de uma intuição profundamente arraigada de que a vida não era só o que a realidade material considerava. A nova geração pressentiu um novo significado espiritual prestes a despontar e começou a estudar outra religiões e pontos de vista espirituais menos conhecidos. Pela primeira vez, as religiões orientais foram compreendidas, o que serviu para validar a intuição generalizada de que a percepção espiritual era uma experiência interior, uma mudança de consciência que transformava para sempre nossa noção de identidade e propósito. Do mesmo modo, os escritos cabalísticos judeus e os místicos cristãos do Ocidente, como Meister Eckehart e Teilhard de Chardin, nos deram outras intrigantes descrições de uma espiritualidade mais profunda.
Ao mesmo tempo, informações das ciência humanas - sociologia, psiquiatria, psicologia e antropologia - estavam vindo à tona, assim como a física moderna, lançando uma nova luz sobre a natureza da consciência e da criatividade dos seres humanos. Essa combinação de pensamento com a perspectiva do Oriente foi se cristalizando no que mais tarde foi chamado de Movimento do Potencial Humano, a crença emergente de que os seres humanos atualmente usavam apenas uma parte mínima de seu vasto potencial físico, psicológico e espiritual.
Vi essa informação e a experiência espiritual que ela gerou ir se alastrando ao longo de décadas até formar uma massa crítica de consciência, um salto de consciência que nos levou a formular uma nova visão definindo a razão de ser da vida humana.
No entanto, mesmo enquanto essa nova visão estava se cristalizando, contagiando todo mundo como uma epidemia de consciência, muitos da nova geração começaram a recuar, alarmados com a crescente instabilidade da sociedade que parecia corresponder à chegada de um novo paradigma. Por centenas de anos, os princípios da antiga visão de mundo mantiveram uma ordem bem definida e até rígida para a vida dos seres humanos. Todos os papeis eram claramente definidos e todo mundo sabia o seu lugar: por exemplo, os homens no trabalho, as mulheres e as crianças em casa, as famílias nucleares genéticas intactas, uma ética de trabalho ubíqua. Esperava-se que s cidadãos descobrissem um lugar na economia, que se realizassem tendo uma família e filhos, e que soubessem que a finalidade da vida era viver e criar um mundo materialmente mais seguro para a geração seguinte.
Então veio a onda de questionamento, análise e crítica dos anos 1960, e essas regras rígidas começaram a ruir. O comportamento já não era mais ditado por convenções fortes. Todo mundo agora parecia fortalecido, liberado, livre pra definir um curso da própria vida, para ir atrás dessa nebulosa ideia de potencial. Nesse clima, a opinião dos outros deixou de ser o fator determinante de nossas ações e de nossa conduta; cada vez mais, nosso comportamento passou a ser determinado pelo que sentíamos, por nossa própria ética.
Para aqueles que verdadeiramente adotaram um ponto de vista mais espiritual e vivido, caracterizado pela honestidade e pelo amor ao próximo, o comportamento ético não era problema. Mas o que preocupava eram aqueles que haviam perdido as diretrizes e ainda não haviam formado um forte código interno pra viver. Eles pareciam estar caindo numa terra de ninguém, onde tudo era permissível: crime, drogas e vícios de todos os tipos, sem falar na perda da ética de trabalho. Para piorar, parece que muitos estavam usando as novas descobertas do Movimento do Potencial Humano para sugerir que criminosos e transviados não eram realmente responsáveis pelas próprias ações, mas, ao contrário, eram vítimas de uma sociedade opressiva que descaradamente propiciava aquelas condições sociais que moldavam esse comportamento.
Ali assistindo, compreendi o que eu estava vendo: começava rapidamente a se formar um mundo inteiro de polarização de pontos de vista à medida que os indecisos agora reagiam contra uma visão cultural que eles consideravam estar levando ao caos e à incerteza, talvez até a total desintegração de seu modo de vida. Nos Estados Unidos, sobretudo, um número crescente de pessoas se convencia de que agora estava diante do que vinha a ser uma luta de morte contra a permissividade e o liberalismo dos últimos 25 anos - uma guerra cultural, como chamavam-, onde o que estava em jogo era nada menos que a sobrevivência da civilização ocidental. Vi que muitas delas até já davam a causa como praticamente perdida e assim reclamavam uma ação extrema.
Diante dessa reação, vi os próprios defensores do Potencial Humano adotarem uma postura covarde e defensiva, pressentindo que muitos avanços duramente conquistados em termos de direitos individuais e consciência social agora corriam o risco de serem varridos por uma onda de conservadorismo. Muitos consideravam essa reação ao liberalismo um ataque das forças potencializadas da ganância e da exploração, que estavam crescendo numa tentativa final para dominar os membros ainda mais fracos da sociedade.
Aqui pude ver claramente o que intensificava a polarização: cada lado achava que o outro era uma conspiração do mal.
Os defensores da antiga visão do mundo já não consideravam os partidários do Potencial Humano ingênuos nem mal orientados, e sim parte de uma conspiração maior de socialistas de altos escalões governamentais, adeptos ferrenhos da solução comunista, cujo intuito era provocar exatamente o que estava ocorrendo: uma tal erosão dos valores culturais que um governo forte podia assumir e consertas as coisas. Em sua opinião, a conspiração estava usando o medo do aumento da criminalidade como desculpa para registrar armas e sistematicamente desarmar a população, aumentando os poderes de uma democracia centralizada que finalmente monitoraria a movimentação do dinheiro em espécie e de cartões de crédito via Internet, justificando o crescente controle da economia eletrônica como forma de prevenir a criminalidade, ou como uma necessidade para recolher impostos ou evitar sabotagem. Enfim, talvez com a desculpa da iminência de um desastre natural, o Grande Irmão viria confiscar a riqueza e impor a lei marcial.
Para os defensores da liberação e das mudanças, o cenário oposto parecia mais provável. Em face dos ganhos políticos dos conservadores, todas as coisas pelas quais eles trabalharam pareciam estar desmoronando diante de seus olhos. Eles também estavam vendo a criminalidade aumentar e a estrutura familiar se desintegrar, só que para eles a causa disso não era a presença excessiva do governo, mas a ausência, tarde demais.
Em todas as nações, o capitalismo foi um fracasso para roda uma classe social por um motivo claro: os pobres eram alijados do sistema. Não tinham acesso a uma boa educação. Não tinham oportunidades de emprego. E, em vez de colaborar, o governo parecia estar recuando, desperdiçando os programas de erradicação da pobreza com todas as outras conquistas árduas dos últimos 25 anos.
Pude ver claramente que os reformadores, cada vez mais desiludidos, começavam a acreditar no pior: que aquela guinada para a direita só podia ser o resultado da manipulação e do controle crescentes que as grandes corporações mundiais exerciam em benefício de seus interesses. Esses interesses pareciam estar comprando governos, comprando a mídia e, em última instância, como na Alemanha nazista, o mundo acabaria lentamente sendo dividido entre os que tinham e os que não tinham, com as corporações maiores e mais ricas tirando os pequenos empresários do mercado, controlando cada vez mais a riqueza. Naturalmente haveria tumultos, mas isso seria uma brincadeira para as elites que já teriam reforçado o controle policial.
Minha consciência de repente subiu de nível e eu finalmente entendi inteiramente a polarização do Medo: havia muita gente gravitando em torno de uma perspectiva ou de outra, e ambos os lados viam a questão como uma guerra do bem contra o mal, e um atribuía ao outro a liderança de uma grande conspiração.
E, por trás disso, compreendi então a crescente influência dessas pessoas que afirmavam poder explicar esse mal emergente. Eram os analistas do fim do mundo. No crescente turbilhão da transição, esses intérpretes começavam a ganhar mais força. Para eles, as profecias da Bíblia deveriam ser entendidas literalmente, e o que eles viam na incerteza dos nossos tempos era a preparação para a chegada do anunciado apocalipse. Logo começaria a guerra santa em que os homens seriam divididos entre as forças das trevas e os exércitos de luz. Eles viam essa guerra como um verdadeiro conflito físico, rápido e sangrento e, para os que sabiam que aconteceria, só havia uma decisão importante: escolher o lado certo quando a luta começasse.
Mas simultaneamente, assim como por ocasião de outras reviravoltas marcantes na história da humanidade, pude enxergar além do Medo e da contenção e ver a Visão de Nascimento dessas pessoas. Nitidamente todas elas, de ambos os lados da polarização, entraram na dimensão física desejando que essa polarização não fosse intensa. Queríamos uma transição suave da antiga visão de mundo materialista para essa espiritual. e queríamos uma transformação em que as tradições melhores e mais antigas fossem reconhecidas e integradas no novo mundo que emergia.
Pude ver claramente que esse estado de beligerância crescente era uma aberração, que não era intencional e era provocado pelo Medo. Nossa visão original preconizava a manutenção da ética da sociedade e a garantia de plena liberdade para os indivíduos, com a proteção do meio ambiente; e essa criatividade econômica seria conservada e transformada para sempre com a introdução de um propósito espiritual irresistível. Além disso, esse propósito espiritual poderia baixar plenamente no mundo e iniciar uma utopia de uma forma que satisfaria simbolicamente as previsões apocalípticas das Escrituras."

Trecho retirado do livro: A décima profecia - aprofundando a visão
Autor: James Redfield
Editora: Objetiva
Ano: 1996 <<<

Prestaram atenção no ano de publicação?? E mesmo assim o tema está super atualizado podendo claramente ser comparado com a situação política em que o Brasil se encontra (trecho destacado em azul no texto).
As partes entre parênteses no texto foram adicionadas com pensamentos que quis corroborar ou esclarecer.
Pra mim ficou claro que precisamos superar esse Medo. Além de que já havia lido alguns textos que diziam sobre a mudança vibracional que a terra está passado, e lá dizia que a Terra estava na 3ª dimensão. que seria uma dimensão marcada pelo materialismo, as questões terrenas e principalmente uma forte vibração de medo. A Terra então estaria passando por um processo de mudança para outra dimensão, mais espiritualizada e evoluída, mas pra isso deveríamos resgatar nosso contato com o divino, começando pela mudança interna e integração de nossos opostos, para então poder transcender. Acho que faz muito sentido com o que o texto veio a falar, e acho incrível como tudo vai se encaixando!
Espero que tenham gostado <3
Até o próximo post


Feedback


Oi amores, tudo bem?
Bom, pra quem leu o último post sobre meditação, eu disse que iria fazer um novo só sobre as repercussões de vocês.
Como vocês que leram estão se identificando? Como está sendo a meditação nas suas vidas? O que o que eu tenho dito aqui tem causado aí nos seus coraçõezinhos?
Fico imensamente grata por todos que tem me acompanhado, e mais do que isso, agradeço à todos que vem conversar espontaneamente comigo sobre esses assuntos. Ver o efeito disso tudo em vocês é o que dá sentido pra tudo o que eu ando fazendo. Como sempre digo: vocês me dão forças pra continuar, e acreditam mais em mim do que eu mesma. Gratidão.
Tentarei fazer esses posts do feedback frequentemente, então venham falar comigo se tentaram fazer a meditação ou se algo que leram aqui te tocou, é muito importante pra mim saber como vocês estão sentindo e experienciando isso junto comigo e com todo o movimento de despertar do nosso planeta.
Em nenhum momento pretendo que vocês se prendam ao que as pessoas disseram de mim, mas sim ao que elas disseram sobre a própria experiência, não quero aqui ficar vangloriando meu ego. Por outro lado, algumas das coisas que eu disse pra essas pessoas ali na hora pode servir pra você também (: Espero ajudar! Até porque, a intenção sempre foi contar minha experiência individualizada e depois generalizá-la pra que vocês pudessem usufruir à vontade e ter a sua própria experiência subjetiva.
Então separei uma série de prints das conversas que tivemos, vocês poderão ver também as datas dos fatos e quem sabe um dia uma DM do Twitter não vire evidência científica né hahah

1) No dia da meditação da criança interior, antes de fazer o post no blog:

2) Eu dando dicas sobre meditação, aí a pessoa mandou o que eu disse pra uma amiga também:


3) O processo de evolução de uma alminha sedenta





4) A meditação e seus encantos



5) O descobrir de um guia natural através de um sonho




6) É tão bom que a vontade de que seja um hábito bate forte
7) Essa moça sugeriu algo muito legal pra vocês, aulas de Yôga Popular que acontecem em São Paulo! E melhor: GRATUITAS! Fica a dica!!!!




8) Quando a gente se identifica


9) Quando a gente se identifica 2
10) VOCÊS ME DÃO ENERGIA BOA 

Bom, acho que vocês podem imaginar como eu fico feliz com o feedback de vocês, né?
Vou contar no próximo post sobre meditação, a que eu fiz na lua cheia em Áries e que está diretamente relacionada a tudo isso que vocês vieram me falar! Só sei que não paro de agradecer ao Universo!
Obrigada, amores! Sempre! 
E quando quiserem conversar comigo, fiquem à vontade! Beijos

Minha experiência com meditação - 2

Boa noite, gente! Queria dizer que terão vários posts sobre minhas experiências com a meditação, formando tipo uma série aqui no blog, com o intuito de através da subjetividade e individualidade do meu relato, algo possa ser generalizado para trazer vocês mais próximo dessa prática, incentivando quem gostaria de meditar e aproximando sobre questões acerca da espiritualidade. Pra quem não viu o primeiro post é só clicar aqui.


Hoje vou contar sobre o que aconteceu durante a minha meditação do dia 12/10/2016.
Era uma quarta-feira de feriado, mas o dia das crianças nunca mais foi o mesmo pra mim desde os 6 anos de idade. Há 15 anos atrás, presenciei um divisor de águas em minha vida: a morte da minha avó materna. Não vou contar detalhes, mas esse episódio me fez amadurecer absurdamente e o dia das crianças deixou de ter o toque infantil... Enfim, nessa quarta, queria meditar e até mandar energias pro espírito da minha avó, mas foi muito além disso. O fator da morte dela não foi o que mais recebeu atenção e sim, o resgate do toque infantil que esse dia traz.
Acendi algumas velas pelo quarto e um incenso que dizia incentivar a paz interior. Alonguei meu pescoço, ombro e braços. Respirei fundo e me esticava para trás. Soltava o ar e me encolhia pra frente, sentido o meu diafragma relaxar e contrair. Sentei numa posição confortável, focada em minha respiração e não havia separado um mantra. Apenas esperei minha mente trazer o que ela tivesse vontade e mais uma vez me irritei com a minha falta de concentração.
Parece que em todo início de meditação, fica difícil desacelerar o fluxo de pensamentos. Por isso é importante focar na respiração. Respiração é ato de vida e requer calma e profundidade, coisa que no nosso cotidiano não há espaço, por isso nossa respiração costuma ser curta e acelerada. Acelerar a respiração é perda de vida. A gente nem se percebe que acelerando a gente faz o tempo se esvair e nem nos damos conta dele. Quando respiramos como deveríamos respirar, o tempo flui num outro ritmo, a vida ganha um outro contorno.
Pois bem, já focada em minha respiração e entrando nesse ritmo mais desacelerado se inicia um novo impasse: o ego.
O ego não quer perder o controle. Para Jung, o ego é o centro da personalidade consciente, mas é um complexo que pode ser dissolvido. O Self é o centro da personalidade total, ele é a totalidade, ele é o si mesmo, ele é a essência. Na meditação, a nossa consciência se rebaixa, portanto, o ego vai perdendo seu controle da consciência e o Self vai ganhando mais espaço em nossa mente, corpo, alma e espírito, pois ele chega em tudo, ele é tudo, ele é a inconsciência e a consciência, ele é o que somos e o que rejeitamos em nós, ele é Deus que existe em cada um.
Nessa briga pelo controle, minha mente retomou algo que havia acontecido na segunda-feira e havia ferido meu ego. Uma pessoa numa função superior a mim, me disse que eu havia sido petulante. Fiquei curiosa pra saber em que situação eu havia sido petulante pra que não fizesse mais, pois nunca havia sido minha intenção. A pessoa riu, e entre risos me disse: “pelo jeito que você entra na sala”... Pedi desculpas e fui embora.
Claramente isso não fala sobre mim, mas sobre ela. Algo em mim despertou ou lembrou algo que ela não gosta, mas que não tem nada a ver comigo. Ninguém nunca havia usado esse adjetivo pra se referir a mim. Isso não fazia parte de mim. Mas, feriu meu ego naquele momento. E em minha meditação, a cena se repetia. Então, visualizei a cena mais uma vez, porém mudando o desfecho. Olhei nos olhos dela e em vez de pedir “desculpa”, disse “eu te perdoo. ” E repeti essa frase até que eu realmente houvesse a perdoado e isso não fosse mais um problema. Quando finalmente liberei o perdão, a cena mudou.


Eu me vi criança, num lugar deserto e cheio de pedras. Me vi sozinha. Me aproximei de mim mesma, mas era muito difícil olhar nos meus olhos de criança. Eu era tão pequena, com um óculos redondo e cabelos castanhos curtos, extremamente tímida e meu Deus, como eu me sentia sozinha. A temática era essa: a solidão.
Hoje eu gosto e aproveito minha própria companhia, mas custou pra que isso acontecesse. Depois da morte da minha avó, que ficava comigo enquanto minha mãe trabalhava e estudava, eu tive que me virar pra ajudar minha mãe. Enquanto ela trabalhava, eu ficava em casa sozinha, fazia meu café, ajudava a limpar a casa (do meu jeito de criança, me sentia a Cinderela), aí ela voltava no almoço. Com 8 anos, já ia pra escola a pé sozinha. Chegava lá e sofria bullying por ser magra demais, branca demais, nerd demais, estranha demais, peluda demais (tinha a sobrancelha grossa e o braço peludinho, me chamavam até de macaco). Enfim... Me vi ali, e queria muito dizer tanta coisa que ninguém havia me dito na época. E disse. “Não é culpa sua. Você é linda. Eu te amo. Eu te perdoo e perdoo todos que não acreditavam em você.” Depois de dizer, eu pude finalmente me olhar nos olhos. Eu não era nada daquilo que me diziam. Me debulhei em lágrimas. Lágrimas de alívio por ter me encontrado e superado isso. Lágrimas de amor por mais um passo dado no processo de autoconhecimento que me leva ao amor próprio. Lágrimas de saudade por ter me Reencontrado. Vi ali minha criança interior. Vi ali uma manifestação do meu Self, da minha essência. Nesse momento, havia encontrado meu mantra dessa meditação. Repeti várias vezes “encontre sua criança interior e se conheça, se perdoe, se ame.” E quando finalmente me amei ali, a cena mudou.
Me veio à cabeça todas as vezes que eu viajava e me dividia entre duas famílias. Porque tipo, minha mãe e meu pai já estavam separados quando nasci, mas a família da minha mãe vivia em Minas e a do meu pai, em Goiás. Então desde uns 2 anos de idade, eu vou e volto entre uma família e outra e isso deixou grandes marcas em mim. Mas o interessante foi perceber que o meu primeiro amor (amor de família) foi marcado por idas e vindas e logo a cena mudou pra todas as vezes q eu viajei pra ver meu ex-namorado (meu primeiro amor conjugal). Um namoro de 4 anos à distância também marcado por idas e vindas. Assim, compreendi mais uma coisa sobre mim e sobre minha forma de amar.
Depois disso, a cena mudou. Já havia se passado uns 40 minutos de meditação com esse turbilhão de sentimentos e insights. Nesse momento, eu pude finalmente conversar intimamente com Deus e mais uma vez fui inundada pelo seu amor. Quanto mais você se procura dentro de si, mas você está buscando à Deus. O amor dele me transborda e eu choro de felicidade. Meu corpo esquenta, minha alma se sente abraçada, envolta, envolvida nesse amor. Esse amor que é energia, que é vida, que é consciência. Nessa conversa com Deus, entre muitas coisas, uma delas foi eu perceber que há dentro de mim um espírito que veio de Deus e pra Deus retornará. Vim dessa energia e pra ela meu espírito deseja estar, ser, existir. Meu espírito sente saudade de Deus e isso é espiritualidade. Espiritualidade é essa busca pela totalidade, pela integração entre o físico, o mental e o espiritual. É cuidar da nossa energia, é estar consciente da nossa energia, é contagiar o mundo com essa energia.
A meditação acabou. Sai do quarto, abracei minha amiga e disse que a amava, porque era tanto amor em mim que eu precisava passar um pouco pra alguém. E com isso, me senti energizada.


Tá, agora a parte que interessa vocês. O que podemos tirar dessa experiência e generalizar para a vivência de vocês?
  • ·         Se alongue antes de iniciar a meditação, você precisa estar confortável em seu próprio corpo. (já disse isso no último post, mas é sempre bom relembrar);
  • ·         Foque na sua respiração e tenta fazê-la ser diafragmática;
  • ·  Não é pra parar de pensar, pense o que tiver que pensar e se perceba;
  • ·         Seu ego não quer perder o controle, ele trará algo em sua mente sobre ele. Você pode tentar resolver essa questão em sua própria mente, o que pensamos também é realidade e pode nos ajudar a superar coisas;
  • ·         Libere o perdão pra quem você precisa perdoar. Se sentir magoado é uma dor que você carrega sozinho e a pessoa que te feriu muitas vezes nem sabe, então não viva com esse peso;
  • ·         Cada vez que você “soluciona” uma questão, uma nova cena surgirá e parece que você vai gradativamente chegando a níveis mais profundos, não tenha medo de mergulhar em você;
  •          O autoconhecimento te leva ao amor próprio
  •          Existe a essência de Deus em nós e ela é o nosso Self. Deus deseja que sejamos o que temos que ser por essência. Seja você, mas pra isso se conheça e se conhecendo você também buscará à Deus;
  •          Quanto mais você se conhecer, menos o que as pessoas falam sobre você importa. Principalmente quando elas dizem o que você não é. Por isso você precisa ter claro o que você é, para não se afetar tanto com a opinião do outro sobre você;
  •         Observe padrões na sua vida que te levaram a ser o que você é hoje. Se tornar consciente desses padrões te dá o poder de escolher mudar, viver na inconsciência sobre esses padrões você vai vivendo e nem percebe;
  •          Deus está aí pra quem quiser, pra quem tem fé (e até pra quem não tem) e o amor dele é incondicional porque Deus é energia de amor, de vida, e luz, de consciência, de totalidade e é o Universo.
  •          Não tenha medo de falar com Deus, busque intimidade com ele/ela;
  •     Busque encontrar sua criança interior;
  •          Se amar não é egoísmo, o ego estava rebaixado pra que eu aprendesse tudo isso sobre mim. Se amar é se conhecer e se aceitar como é;




Espero que tenham gostado e que algo tenha te ajudado aí para as suas futuras meditações.
E ah, farei um post só sobre a repercussão desses meus posts de meditação na vida das pessoas para vocês verem como a generalização está funcionando num nível individual, já tenho alguns relatos incríveis pra compartilhar em breve. Então, quem tentar meditar lendo aqui ou quem sentir algo e quiser me falar, fique à vontade pra me procurar em qualquer rede social: Twitter Facebook Instagram
Você é importante!
Bjo, até a próxima.

Evy

Minha experiência com a meditação



Boa noite, galera! Vim aqui hoje contar pra vocês a minha experiência com a meditação.
Ando passando por uma boa fase de autoconhecimento e autoanálise, então tudo aqui é baseado na minha vivência e na minha experiência. Vou contar como eu vejo o que passei e definitivamente não é um guia ou passo a passo do que vocês devem fazer. Mas o propósito que me move a escrever aqui é que muitas pessoas vieram me procurar pra falar de várias coisas, mas todas elas caíram no assunto espiritualidade... Então, acredito que eu possa ajudar de alguma forma, mas vou focar aqui sempre pra que cada um viva a sua experiência do jeito que deve viver na sua singularidade e subjetividade. Sejam vocês, sempre! E pra ser o seu verdadeiro eu, se conheça!
Minha ideia é de que o blog passe a ter alguns posts como se fosse um diário e através do que se passa comigo, pretendo generalizar a minha experiência para que vocês façam do jeito de vocês.
A meditação foi me ajudando a me conhecer e quanto mais eu integrava o meu mundo interior, mais o meu mundo exterior começou a se integrar também. Quanto mais eu mergulhava no meu inconsciente pra que coisas viessem a se tornar conscientes, mais as coisas no nível concreto pareciam mais claras.
Só pra vocês entenderem um pouco o atual momento que estou vivendo, preciso explicar alguns fatos do meu passado... Desde criança, sempre fui muito ligada a minha espiritualidade. Sempre acreditei em Deus e toda vez que minha mente ousou em questionar sua existência, a própria dúvida só existia na fração de segundos que emergia em minha mente, pois logo em seguida, Deus se provava pra mim nas mais variadas formas de amor e manifestação energética. Posso dizer que sinto Deus todos os dias. E vale a pena reforçar que esse Deus, pra mim, é o todo. Não é homem nem mulher, mas sim a integralidade dos opostos entre o feminino e o masculino. Deus é luz, e quando integra a sombra ela não mais existe, pois onde há luz não há escuridão. Deus é consciência, é movimento, é vida. Deus é a natureza, é o universo e o cosmos. Deus é a própria energia do tempo, que desde que foi criado é algo novo há cada momento, contendo, portanto, uma energia de criação. Deus é a energia essencial criadora, é a própria existência, é o verbo, é o ser, e é amor.
Eu poderia dizer aqui sobre tudo que Deus já me proporcionou, mas por enquanto, vamos nos atentar a incrível ferramenta de ligação entre o seu corpo, mente e espírito que é a meditação.
Faço terapia Junguiana e ela tem me ajudado muito. Compreendi um pouco do meu funcionamento psíquico e sou uma pessoa introvertida guiada pela minha função superior que é a intuição. O que isso quer dizer? Vou transcrever o que o meu teste diz:
“As pessoas deste tipo psicológico são geralmente inovadoras no campo das ideias. Confiam na intuição para lhes fornecer informações sobre as revelações verdadeiras e o real significado dos objetos, não dando importância ao que as outras pessoas possam pensar sobre o assunto. São estimuladas pelos problemas, pois para conseguir o impossível pode demorar, mas não muito. Místicos, facilidade para relacionar fatos passados com o presente e o futuro, compreensão dos fenômenos psíquicos, liderança e valorização da vida interior.”
Descobrindo um pouco mais de mim em terapia e utilizando dos meus conhecimentos acerca da abordagem de Jung, fui percebendo que minha sombra ou função inferior (o oposto da minha função superior – intuição) é a sensação. Como assim?










Todos nós possuímos todas as funções e as duas atitudes (extroversão e introversão), porém é bom saber qual função usamos como principal forma de percepção e recepção de informações. Você é mais guiado pela sua razão? Você entende mais o mundo através dos seus sentimentos? Você percebe mais o mundo pela sua experiência sensorial? Ou você usa mais da sua intuição para agir e entender as coisas? Depois de sabermos como funcionamos, podemos também olhar para a nossa função inferior, aquilo que temos mais dificuldade, e tentar integrá-la. É um processo difícil, claro, e eu também ainda não consegui e nem sei se serei capaz disso... Mas só por tornar consciente, eu já posso trabalhar com isso e tentar me tornar uma pessoa mais integrada psicologicamente, o qual vai interferir tanto no físico quanto no espiritual. Pois pra mim, o homem deve ser visto em todos os âmbitos que se relacionam entre si: o físico/biológico, o psicológico/mental, o social e o espiritual.
Dizer sobre espiritualidade aqui não é necessariamente ligar a uma religião, ok?
Enfim, pra quem já leu meu blog antes sabe que eu componho desde os 6 anos de idade e é o que eu mais gosto de fazer na vida. Quero muito viver esse sonho de poder trabalhar com a minha música, mas tenho muitos problemas ligados a como eu percebo minha voz. Hoje eu entendo essa dificuldade, que está ligado a minha sombra de sensação do corpo. Tudo ligado ao meu corpo concreto é mais difícil pra mim. Prefiro e sei muito mais sobre como eu penso, sobre minha filosofia de vida e coisas metafísicas do meu ser, do que sobre o meu corpo. Então, aceitar a minha voz é aceitar um lado sombrio meu que ando trabalhando bastante e com passinhos de bebê, estou a cada dia tentando avançar e aceitar um pouco mais.
Agora que já atualizei vocês sobre meu contexto, fica mais fácil de entender meu relato.


- A primeira vez 
(relato na íntegra feito logo após o exercício de meditação)



Estava eu ali. Sentada com as pernas cruzadas... Parecia não estar confortável, minha coluna estava pesada, minha cabeça e pescoço estavam rígidos e tensos. Decidi, sem mais nem menos, cantar um trecho de uma música que havia composto no dia anterior, que aliás, eu compus assim do nada, cantarolando debaixo do chuveiro repetidas e repetidas vezes, as frases fluíam. Pareciam uma oração, e sim, ela veio de uma oração.
Estava passando por uma profunda introspecção e tendência ao isolamento, e era bom, pois pude pensar muito sobre mim. Depois da experiência do X-Factor, uma sequência de eventos ocorreu e minha voz foi se distanciando de mim outra vez. Às vezes, quando fico muito tempo sem cantar, já nem lembro mais de como minha voz de fato é. Mas enfim, me encontrava numa fase que deixei isso um pouco de lado e acabei me focando mais no meu lado intuitivo-racional da minha teoria – algo que vinha e vem ocupando uma parte considerável dos meus pensamentos.
Pois bem, essa letra/música que compus no banho, surgiu depois de atender aos meus desejos que gritavam que isso deveria voltar a ser trabalhado. Eu me sentia culpada por deixar minha voz de lado, mas ao mesmo tempo não tinha forças pra querer fazer algo com ela. Sozinha eu não tinha forças pra integrar a sombra. Porém, sozinha, ter que acreditar em mim mesma é um exercício pesado e difícil de busca ao amor próprio. Logo, me deparei com o seguinte: sozinha eu não consigo, porém nunca estive sozinha. Deus – a energia essencial criadora do universo- sempre esteve comigo, porque tal está em tudo que é vivo, e eu estou viva. Essa energia que cuida, cura, renova e fortalece. Esse Deus que é tão lindo porque flui verdade, amor e bondade. Esse Deus que é a energia que está na própria fluidez dos eventos no espaço/tempo. Essa é a energia que encarna o próprio sentido da imprevisibilidade, pois essa palavra só pode ter sido inventada para nos mostrar que não somos capazes ou evoluídos o suficiente para compreender o que há de vir. Essa energia que conecta tudo pois é Uma.
Pensando assim: não estou sozinha, pois tenho Deus. Uma relação de integralidade e gratidão toma conta do meu ser por ser criação desse Ser Criador (o próprio “ser” que o verbo exprime; a própria existência).
Orei, pedi, pensei, liberei energia pro Universo. Que é Deus.  UNI/UNO/UM verso. “ Me ajude a ser quem eu sou.” 
Pois bem, essa oração virou música debaixo do chuveiro, como se na mesma hora eu pudesse tanto dar (energia da oração) como receber (a própria música). Me senti presenteada e feliz pelo o que criei, ou que veio da própria essência criadora que existe em nós e é Deus.

“God, help me to
be myself.
There´s someone new,                      
No one else.                                           
I’ve tried so hard
To not give up.
What I´ve done so far
It´s not enough.”

Voltando para onde comecei, quando estava sentada no quarto desconfortável em mim mesma, comecei a cantar essa letra, porém não conseguia sair da primeira frase, repetia várias vezes, como um mantra.
“God, help me to be myself”
Com os olhos fechados, continuei a entoar. Cada vez que essas palavras iam saindo da minha boca, mais força elas ganhavam, mais energia elas iam tendo, mais eu acreditava no que estava dizendo.
Arrumei minha postura e foquei na minha respiração (sem deixar de pensar no mantra). Parecia que meu corpo ia relaxando no ritmo da minha respiração.
Comecei então a querer me sentir parte do todo, querer me conectar à energia essencial, mas não sabendo como, comecei a pedir e pensar sobre isso.
Meu corpo voltava a ficar desajeitado à medida que eu não tinha paciência, pois nunca havia meditado anteriormente.
Pois bem, pedindo para que me ajudasse a fazer isso, chegou um momento que algumas sentenças me vinham à mente. “Arrume a postura”, “respire com calma”, “sinta sua respiração”. “foque no seu 3º olho”. Pois fui me ajeitando e minha atenção passou a ser o meu 3º olho, como se por ele eu receberia e emanaria energia.
Me vinha à cabeça que enquanto eu não tivesse uma vibração de amor, eu não conseguiria fazer isso (meditar).
Nessa hora, comecei a pensar “no que eu amo para poder distribuir amor?”. Então fiquei bem pensativa, mas logo fui me reconhecendo e vi que o amor mais puro que eu tenho e sempre tive é o amor que eu tenho por Deus.
Então, quando entendi o tamanho desse amor, lembrei em vários flashes, memórias e memórias de momentos em que mais senti a presença de Deus e como isso era genuinamente bom. Foi aí que me veio uma gratidão enorme por simplesmente viver esse amor.
À partir disso, me destravei e então pude visualizar como eu estava amando as pessoas. Quando me dei conta de que o modo como as pessoas me amavam era muito o reflexo da história de vida delas e de que forma elas aprenderam a amar, só o amor de Deus superaria todas as entravas. Quando vi quem eu amava, pude ver um pouco de Deus nelas também, e agradeci por tê-las em minha vida.
Juntando esses sentimentos de amor, gratidão e humildade, pude ver seu efeito em mim. O lugar onde concentrava minha energia, o 3º olho, estava bem quente (energia térmica) e sentia uma leve ardência. O meu corpo se enchia de energia e vibrava, literalmente em pequenos tremores. Dos meus olhos humanos ditos como “espelhos da alma”, escorriam as lágrimas que representavam esse transbordamento de tudo que estava acontecendo em mim e do contato com o divino que meu espírito pode experienciar.
Depois dessa catarse, uma última sentença: “escreva”. E o movimento da minha cabeça foi automático, olhei para o meu lado esquerdo e vi um caderno, olhei para o meu lado direito e avistei uma caneta... Não tinha como fugir, eu precisava escrever o que havia acabado de sentir.
 


O que podemos tirar de proveito dessa minha vivência?
-Se observe;
- Encontre uma posição confortável, esteja confortável em seu próprio corpo;
- Respire. Sinta o ar entrar e sair de você, é uma troca entre você e o universo. É um símbolo de vida;
- Escolha um verso, uma frase, ou qualquer coisa que faça sentido pra você no momento e entoe como um mantra. O seu verso pra entrar em contato com o Universo. Libere-o com energia, com fé e use-o para focar sua atenção;
- Não existe isso de “esvazie sua mente”. Observe os seus pensamentos, visualize-os e veja o que eles querem dizer a você. Não tenha medo da sua própria mente. Pense o que tiver que pensar;
- É normal sentir raiva/desconforto/irritação/sensação de fracasso nos primeiros instantes da meditação, mas não desista. O seu ego não quer mesmo perder o controle e vai fazer de tudo para que isso não aconteça...  Mas, foque na sua respiração e no seu mantra. Mude sua atitude negativa para uma de “disposição”. Se disponha para estar ali e viver o que tiver que viver;
- Vibre amor e gratidão. Encontre razões para agradecer, você vai ver que é mais fácil do que imagina. Agradecer é uma ação energética muito boa, onde você libera para o universo uma energia positiva pelo o que ele está te oferecendo. Quanto mais você agradece, mais energia positiva está liberando, portanto, mais energia positiva poderá chegar até você.  Diferentemente de reclamar, que é liberar uma energia negativa que te trará mais energia negativa...
-Não tem problema nenhum admitir suas falhas, até mesmo a da própria meditação. Se você não estiver conseguindo fazer, peça ao universo que te ajude.
- Não duvide de você mesmo. Aceite o que tiver que passar nesse momento tão único... Observe se virão cenas do passado, presente ou futuro e analise-as, se conheça;
-Entregue seus problemas pra Deus com humildade, você não está sozinho;
-Estabeleça uma relação com Deus, como se vocês se conhecessem. Há a essência dele em você, então querendo ou não, quanto mais você se conhece, mais você conhece sobre Deus;
-Respeite a si próprio e será mais fácil respeitar o próximo;
-Repare na intenção do seu coração, isso é uma das coisas mais fundamentais pra qualquer ação que você faça, pois definirá a carga energética desta ação;
Por enquanto é isso, gente. Tem mais coisa pra falar e mais experiências pra contar, mas vou dividindo os posts pra não ficar muita coisa de uma vez.
Quem quiser falar comigo estou a disposição.
Espero que vocês possam mergulhar em vocês mesmos!
Até a próxima,

Evy.

"Meditação entra. Oração sai. Mas ambos apontam para o mesmo local de união entre você e o Divino."

 
Image Map