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Minha experiência com a meditação



Boa noite, galera! Vim aqui hoje contar pra vocês a minha experiência com a meditação.
Ando passando por uma boa fase de autoconhecimento e autoanálise, então tudo aqui é baseado na minha vivência e na minha experiência. Vou contar como eu vejo o que passei e definitivamente não é um guia ou passo a passo do que vocês devem fazer. Mas o propósito que me move a escrever aqui é que muitas pessoas vieram me procurar pra falar de várias coisas, mas todas elas caíram no assunto espiritualidade... Então, acredito que eu possa ajudar de alguma forma, mas vou focar aqui sempre pra que cada um viva a sua experiência do jeito que deve viver na sua singularidade e subjetividade. Sejam vocês, sempre! E pra ser o seu verdadeiro eu, se conheça!
Minha ideia é de que o blog passe a ter alguns posts como se fosse um diário e através do que se passa comigo, pretendo generalizar a minha experiência para que vocês façam do jeito de vocês.
A meditação foi me ajudando a me conhecer e quanto mais eu integrava o meu mundo interior, mais o meu mundo exterior começou a se integrar também. Quanto mais eu mergulhava no meu inconsciente pra que coisas viessem a se tornar conscientes, mais as coisas no nível concreto pareciam mais claras.
Só pra vocês entenderem um pouco o atual momento que estou vivendo, preciso explicar alguns fatos do meu passado... Desde criança, sempre fui muito ligada a minha espiritualidade. Sempre acreditei em Deus e toda vez que minha mente ousou em questionar sua existência, a própria dúvida só existia na fração de segundos que emergia em minha mente, pois logo em seguida, Deus se provava pra mim nas mais variadas formas de amor e manifestação energética. Posso dizer que sinto Deus todos os dias. E vale a pena reforçar que esse Deus, pra mim, é o todo. Não é homem nem mulher, mas sim a integralidade dos opostos entre o feminino e o masculino. Deus é luz, e quando integra a sombra ela não mais existe, pois onde há luz não há escuridão. Deus é consciência, é movimento, é vida. Deus é a natureza, é o universo e o cosmos. Deus é a própria energia do tempo, que desde que foi criado é algo novo há cada momento, contendo, portanto, uma energia de criação. Deus é a energia essencial criadora, é a própria existência, é o verbo, é o ser, e é amor.
Eu poderia dizer aqui sobre tudo que Deus já me proporcionou, mas por enquanto, vamos nos atentar a incrível ferramenta de ligação entre o seu corpo, mente e espírito que é a meditação.
Faço terapia Junguiana e ela tem me ajudado muito. Compreendi um pouco do meu funcionamento psíquico e sou uma pessoa introvertida guiada pela minha função superior que é a intuição. O que isso quer dizer? Vou transcrever o que o meu teste diz:
“As pessoas deste tipo psicológico são geralmente inovadoras no campo das ideias. Confiam na intuição para lhes fornecer informações sobre as revelações verdadeiras e o real significado dos objetos, não dando importância ao que as outras pessoas possam pensar sobre o assunto. São estimuladas pelos problemas, pois para conseguir o impossível pode demorar, mas não muito. Místicos, facilidade para relacionar fatos passados com o presente e o futuro, compreensão dos fenômenos psíquicos, liderança e valorização da vida interior.”
Descobrindo um pouco mais de mim em terapia e utilizando dos meus conhecimentos acerca da abordagem de Jung, fui percebendo que minha sombra ou função inferior (o oposto da minha função superior – intuição) é a sensação. Como assim?










Todos nós possuímos todas as funções e as duas atitudes (extroversão e introversão), porém é bom saber qual função usamos como principal forma de percepção e recepção de informações. Você é mais guiado pela sua razão? Você entende mais o mundo através dos seus sentimentos? Você percebe mais o mundo pela sua experiência sensorial? Ou você usa mais da sua intuição para agir e entender as coisas? Depois de sabermos como funcionamos, podemos também olhar para a nossa função inferior, aquilo que temos mais dificuldade, e tentar integrá-la. É um processo difícil, claro, e eu também ainda não consegui e nem sei se serei capaz disso... Mas só por tornar consciente, eu já posso trabalhar com isso e tentar me tornar uma pessoa mais integrada psicologicamente, o qual vai interferir tanto no físico quanto no espiritual. Pois pra mim, o homem deve ser visto em todos os âmbitos que se relacionam entre si: o físico/biológico, o psicológico/mental, o social e o espiritual.
Dizer sobre espiritualidade aqui não é necessariamente ligar a uma religião, ok?
Enfim, pra quem já leu meu blog antes sabe que eu componho desde os 6 anos de idade e é o que eu mais gosto de fazer na vida. Quero muito viver esse sonho de poder trabalhar com a minha música, mas tenho muitos problemas ligados a como eu percebo minha voz. Hoje eu entendo essa dificuldade, que está ligado a minha sombra de sensação do corpo. Tudo ligado ao meu corpo concreto é mais difícil pra mim. Prefiro e sei muito mais sobre como eu penso, sobre minha filosofia de vida e coisas metafísicas do meu ser, do que sobre o meu corpo. Então, aceitar a minha voz é aceitar um lado sombrio meu que ando trabalhando bastante e com passinhos de bebê, estou a cada dia tentando avançar e aceitar um pouco mais.
Agora que já atualizei vocês sobre meu contexto, fica mais fácil de entender meu relato.


- A primeira vez 
(relato na íntegra feito logo após o exercício de meditação)



Estava eu ali. Sentada com as pernas cruzadas... Parecia não estar confortável, minha coluna estava pesada, minha cabeça e pescoço estavam rígidos e tensos. Decidi, sem mais nem menos, cantar um trecho de uma música que havia composto no dia anterior, que aliás, eu compus assim do nada, cantarolando debaixo do chuveiro repetidas e repetidas vezes, as frases fluíam. Pareciam uma oração, e sim, ela veio de uma oração.
Estava passando por uma profunda introspecção e tendência ao isolamento, e era bom, pois pude pensar muito sobre mim. Depois da experiência do X-Factor, uma sequência de eventos ocorreu e minha voz foi se distanciando de mim outra vez. Às vezes, quando fico muito tempo sem cantar, já nem lembro mais de como minha voz de fato é. Mas enfim, me encontrava numa fase que deixei isso um pouco de lado e acabei me focando mais no meu lado intuitivo-racional da minha teoria – algo que vinha e vem ocupando uma parte considerável dos meus pensamentos.
Pois bem, essa letra/música que compus no banho, surgiu depois de atender aos meus desejos que gritavam que isso deveria voltar a ser trabalhado. Eu me sentia culpada por deixar minha voz de lado, mas ao mesmo tempo não tinha forças pra querer fazer algo com ela. Sozinha eu não tinha forças pra integrar a sombra. Porém, sozinha, ter que acreditar em mim mesma é um exercício pesado e difícil de busca ao amor próprio. Logo, me deparei com o seguinte: sozinha eu não consigo, porém nunca estive sozinha. Deus – a energia essencial criadora do universo- sempre esteve comigo, porque tal está em tudo que é vivo, e eu estou viva. Essa energia que cuida, cura, renova e fortalece. Esse Deus que é tão lindo porque flui verdade, amor e bondade. Esse Deus que é a energia que está na própria fluidez dos eventos no espaço/tempo. Essa é a energia que encarna o próprio sentido da imprevisibilidade, pois essa palavra só pode ter sido inventada para nos mostrar que não somos capazes ou evoluídos o suficiente para compreender o que há de vir. Essa energia que conecta tudo pois é Uma.
Pensando assim: não estou sozinha, pois tenho Deus. Uma relação de integralidade e gratidão toma conta do meu ser por ser criação desse Ser Criador (o próprio “ser” que o verbo exprime; a própria existência).
Orei, pedi, pensei, liberei energia pro Universo. Que é Deus.  UNI/UNO/UM verso. “ Me ajude a ser quem eu sou.” 
Pois bem, essa oração virou música debaixo do chuveiro, como se na mesma hora eu pudesse tanto dar (energia da oração) como receber (a própria música). Me senti presenteada e feliz pelo o que criei, ou que veio da própria essência criadora que existe em nós e é Deus.

“God, help me to
be myself.
There´s someone new,                      
No one else.                                           
I’ve tried so hard
To not give up.
What I´ve done so far
It´s not enough.”

Voltando para onde comecei, quando estava sentada no quarto desconfortável em mim mesma, comecei a cantar essa letra, porém não conseguia sair da primeira frase, repetia várias vezes, como um mantra.
“God, help me to be myself”
Com os olhos fechados, continuei a entoar. Cada vez que essas palavras iam saindo da minha boca, mais força elas ganhavam, mais energia elas iam tendo, mais eu acreditava no que estava dizendo.
Arrumei minha postura e foquei na minha respiração (sem deixar de pensar no mantra). Parecia que meu corpo ia relaxando no ritmo da minha respiração.
Comecei então a querer me sentir parte do todo, querer me conectar à energia essencial, mas não sabendo como, comecei a pedir e pensar sobre isso.
Meu corpo voltava a ficar desajeitado à medida que eu não tinha paciência, pois nunca havia meditado anteriormente.
Pois bem, pedindo para que me ajudasse a fazer isso, chegou um momento que algumas sentenças me vinham à mente. “Arrume a postura”, “respire com calma”, “sinta sua respiração”. “foque no seu 3º olho”. Pois fui me ajeitando e minha atenção passou a ser o meu 3º olho, como se por ele eu receberia e emanaria energia.
Me vinha à cabeça que enquanto eu não tivesse uma vibração de amor, eu não conseguiria fazer isso (meditar).
Nessa hora, comecei a pensar “no que eu amo para poder distribuir amor?”. Então fiquei bem pensativa, mas logo fui me reconhecendo e vi que o amor mais puro que eu tenho e sempre tive é o amor que eu tenho por Deus.
Então, quando entendi o tamanho desse amor, lembrei em vários flashes, memórias e memórias de momentos em que mais senti a presença de Deus e como isso era genuinamente bom. Foi aí que me veio uma gratidão enorme por simplesmente viver esse amor.
À partir disso, me destravei e então pude visualizar como eu estava amando as pessoas. Quando me dei conta de que o modo como as pessoas me amavam era muito o reflexo da história de vida delas e de que forma elas aprenderam a amar, só o amor de Deus superaria todas as entravas. Quando vi quem eu amava, pude ver um pouco de Deus nelas também, e agradeci por tê-las em minha vida.
Juntando esses sentimentos de amor, gratidão e humildade, pude ver seu efeito em mim. O lugar onde concentrava minha energia, o 3º olho, estava bem quente (energia térmica) e sentia uma leve ardência. O meu corpo se enchia de energia e vibrava, literalmente em pequenos tremores. Dos meus olhos humanos ditos como “espelhos da alma”, escorriam as lágrimas que representavam esse transbordamento de tudo que estava acontecendo em mim e do contato com o divino que meu espírito pode experienciar.
Depois dessa catarse, uma última sentença: “escreva”. E o movimento da minha cabeça foi automático, olhei para o meu lado esquerdo e vi um caderno, olhei para o meu lado direito e avistei uma caneta... Não tinha como fugir, eu precisava escrever o que havia acabado de sentir.
 


O que podemos tirar de proveito dessa minha vivência?
-Se observe;
- Encontre uma posição confortável, esteja confortável em seu próprio corpo;
- Respire. Sinta o ar entrar e sair de você, é uma troca entre você e o universo. É um símbolo de vida;
- Escolha um verso, uma frase, ou qualquer coisa que faça sentido pra você no momento e entoe como um mantra. O seu verso pra entrar em contato com o Universo. Libere-o com energia, com fé e use-o para focar sua atenção;
- Não existe isso de “esvazie sua mente”. Observe os seus pensamentos, visualize-os e veja o que eles querem dizer a você. Não tenha medo da sua própria mente. Pense o que tiver que pensar;
- É normal sentir raiva/desconforto/irritação/sensação de fracasso nos primeiros instantes da meditação, mas não desista. O seu ego não quer mesmo perder o controle e vai fazer de tudo para que isso não aconteça...  Mas, foque na sua respiração e no seu mantra. Mude sua atitude negativa para uma de “disposição”. Se disponha para estar ali e viver o que tiver que viver;
- Vibre amor e gratidão. Encontre razões para agradecer, você vai ver que é mais fácil do que imagina. Agradecer é uma ação energética muito boa, onde você libera para o universo uma energia positiva pelo o que ele está te oferecendo. Quanto mais você agradece, mais energia positiva está liberando, portanto, mais energia positiva poderá chegar até você.  Diferentemente de reclamar, que é liberar uma energia negativa que te trará mais energia negativa...
-Não tem problema nenhum admitir suas falhas, até mesmo a da própria meditação. Se você não estiver conseguindo fazer, peça ao universo que te ajude.
- Não duvide de você mesmo. Aceite o que tiver que passar nesse momento tão único... Observe se virão cenas do passado, presente ou futuro e analise-as, se conheça;
-Entregue seus problemas pra Deus com humildade, você não está sozinho;
-Estabeleça uma relação com Deus, como se vocês se conhecessem. Há a essência dele em você, então querendo ou não, quanto mais você se conhece, mais você conhece sobre Deus;
-Respeite a si próprio e será mais fácil respeitar o próximo;
-Repare na intenção do seu coração, isso é uma das coisas mais fundamentais pra qualquer ação que você faça, pois definirá a carga energética desta ação;
Por enquanto é isso, gente. Tem mais coisa pra falar e mais experiências pra contar, mas vou dividindo os posts pra não ficar muita coisa de uma vez.
Quem quiser falar comigo estou a disposição.
Espero que vocês possam mergulhar em vocês mesmos!
Até a próxima,

Evy.

"Meditação entra. Oração sai. Mas ambos apontam para o mesmo local de união entre você e o Divino."

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