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Precisamos falar sobre Temer - Parte 2


Gostaria de primeiramente agradecer a repercussão que o Precisamos falar sobre Temer - Parte 1 teve. Muitas pessoas me deram um feedback positivo e ajudaram a compartilhar. Em menos de 24 horas de post, já tivemos 250 visitas (eu considero bastante, principalmente pelo tema não ser tão "pop"). 
Começo essa segunda parte com uma pergunta: Você está desperto?
Não me diga "mas é óbvio, se eu estivesse dormindo não estaria lendo aqui". Você está REALMENTE desperto? Ou você está vivendo uma vida robotizada, entregou-se ao ócio, à falta de inspiração. Inspiração. Você sente sua respiração? Você sente seu pulmão enchendo-se de ar e realizando uma troca com o universo? Ou você acabou de perceber que tem uma respiração curta e supérflua? 
Um dos pontos centrais da teoria que estou construindo é o tempo. Pra mim, a ideia de tempo foi moldada para ser distanciada de seu caráter fundamental: o tempo é uma dimensão espiritual. E tentando explicar rapidamente alguns pontos dessa questão (porque não conseguiria explicar todas as implicações inerentes), é só pensar o seguinte: no seu sonho existe uma definição clara do tempo ou as coisas acontecem sem perspectiva de passado, presente e futuro? Pois é, nosso inconsciente é atemporal. Deram o nome de tempo para a sensação de que tudo na natureza está em movimento... Nós percebemos o ciclo das estações, percebemos o ciclo do dia e da noite, mas esse ciclo é CIRCULAR e INFINITO. Como já vimos, o círculo e o infinito são características atribuídas à totalidade divina. O movimento que sentimos é o próprio movimento da vida. Quer que eu te prove que sua vida é movimento? Põe a mão na veia do seu pescoço. O que você sente? Pulsação? E pulsação é o que? Movimento? Então existe um movimento contínuo de vida pulsando em você? Sim. E isso independe da noção de tempo. Tanto é que cada vida encerra-se num momento imprevisível. A própria imprevisibilidade é uma característica espiritual do tempo. Não sabemos qual será a ordem dos fatos, porque os fatos ainda estão para ser construídos de acordo com nossas escolhas. E enquanto você não escolher, todas as possibilidades coexistem. Louco né? Isso é física quântica. Vou mais além. O que o capitalismo prega para mecanizar nossas preciosas vidas? Dizem-nos: "tempo é dinheiro!". Transformaram o tempo em matéria. Coisa que ele nunca poderia ser. Nem faz sentido! Mas com essa ideia fixamente implantada, vivemos uma vida entregue ao trabalho, para que consigamos dinheiro e aí sim, finalmente, aproveitar a vida... Que desperdício de tempo de vida né? Reduzido à mercadoria. Não é a toa que temos mais ansiosos do que nunca! Isso tem tudo a ver com o assunto de hoje: quebra do paradigma científico moderno.
Antes só mais um parênteses, além de tudo isso, a nossa respiração encurtou assim como a nossa noção de tempo. Parece que as coisas passam mais rápido do que nunca né? E nossa respiração acaba se entregando e integrando àquela vibração de correria do cotidiano. Tudo está interligado. Acredito que inspiração é uma palavra-chave e muito bem colocada na língua brasileira:
INSPIRAÇÃOsubstantivo >feminino< (já fica a dica para um resgate da inspiração dentro de nós)
  • Estímulo; capacidade criativa dos artistas, dos escritores, dos autores, etc.
  • Iluminação; ideia repentina e momentânea, normalmente genial.
  • [Por Extensão] Algo ou alguém que inspira, que incita a capacidade de criação: ela era a musa e inspiração do poeta.
  • [Por Extensão] O efeito ou resultado do que foi criado a partir de um estímulo de criação.
  • [Religião] Sopro de origem divina que, para os cristãos, teria conduzido os escritores da Bíblia.
  • Ação ou efeito de inspirar, de deixar passar o ar pelos pulmões.

Vocês percebem como Inspiração é algo divino? Nos conecta com a fonte divina que é puramente criativa? Que nosso ato de inspirar ar é criativo, pois nos dá vida? Como anda sua inspiração?
Será que como vimos no post passado, a inspiração vem sendo reprimida juntamente com os princípios femininos e, eventualmente, espirituais?
Vamos discutir agora um breve panorama histórico sobre a quebra de um paradigma científico que predominou por quatro séculos na humanidade e claramente obteve uma influência sobre a visão de mundo do homem ocidental.
Durante séculos os paradigmas perduram, porém sempre acabam evoluindo de alguma maneira. Ideias nunca são absolutas, assim como as verdades. O ser humano está em constante mutação. Está aí nosso sentido sagrado de tempo, como um propulsor de uma evolução que é um movimento constante na vida. A evolução nunca para, corre lado a lado com a dimensão temporal. Uma palavra em específico torna-se obsoleta com essa perspectiva: conservadorismo. Hoje eu to a fim de dar aulinha de significado das palavras...

CONSERVADORISMO:
substantivo >masculino< (e a ironia é que a palavra conservador já leva um peso de uma ideologia machista né, engraçado)
Você se conservar em ideias ultrapassadas sendo que a própria sociedade evolui não faz muito sentido né? Você ser avesso a mudanças talvez mostre que haja um medo da própria vida, que se faz de eternas mudanças. Ser contrário à inovações te torna uma ovelinha de um sistema que não deseja mudar, pelo contrário, se perpetua num método falido. 
Mas, enfim.
O que aconteceu foi o seguinte: por muito tempo quem detinha o conhecimento era a Igreja Católica (e já vimos no post anterior que ela se instaurou e se edificou numa estrutura patriarcal, certo?). Para isso, o movimento científico teve de defender seus pontos de vista com ênfase, se opondo diretamente ao governo da Igreja. Consequentemente, houve uma quebra entre a religião e a ciência e uma oposição fortíssima entre espiritual x material. Diferentemente do oriente, que possui um olhar mais integrado e holístico, o nosso desenvolvimento tomou uma direção excessivamente racionalista e mecanicista. Esse método científico passou a influenciar outras áreas do conhecimento. 
"A concepção científica da realidade de caráter racionalista e dualista é fragmentária, porque separa o espírito da matéria, o corpo da alma, o objetivo do subjetivo, no entanto, foi a visão que predominou sobre a concepção intuitiva e holística. Dessa forma, criou-se um preconceito em relação a toda forma de conhecimento que não pudesse ser medido, previsto e fugisse ao controle da razão, da ciência e da tecnologia. Ficava estabelecido que o único conhecimento verdadeiro era o científico, aquele que podia ser medido e quantificado.E como consequência, os valores que permeavam o universo científico, a objetividade, a neutralidade, o distanciamento e a impessoalidade foram amplamente aceitos, e passaram também a nortear as relações humanas." (CAVALCANTI, 2004) 
Mais uma vez, um reflexo da repressão do feminino. 
Ou seja, o sentimento de separação que sempre dividia entre duas coisas opostas era um padrão, e ainda o é. Não foi só num âmbito científico que isso perdurou, nossa visão política reflete exatamente o mesmo ideal. Tanto é que, novamente vamos falar de palavras aqui, PARTIDO político só expressa nossa fragmentação como seres incompletos numa era que não suportava a totalidade. Dividiram o mundo e não a toa vieram as guerras... Guerras mundias, pois a crise era mundial. Assim como ainda o é. Crise coletiva. Crise que persistirá enquanto não vier uma mudança por completo. Toda crise gera uma mudança. Mudança é o movimento da vida. Que possamos aceitar nossas crises internas e abraçar a inovação, evolução e o desconhecido em nós mesmos. Oro para que um dia nossa política seja totalizada como nós devemos ser. Uma política para o Todo. Para a unidade que somos como vida nesse planeta.
Pois é. A ciência rechaçou tudo aquilo que não fosse observável, instaurou leis universais pra natureza e a minimizou para simples objeto de pesquisa e exploração. Nossos corpos recebiam um olhar fragmentado, cada partezinha tem um especialista diferente. Nós fomos rachados. Viramos números. Viramos gráficos. Claro que teve muito avanço, lembre-se: a evolução é uma constante! Mas toda unilateralidade leva ao desequilíbrio. E mais uma vez, além de estarmos unilaterais ao masculino, estávamos unilaterais à razão.


O homem era mais um objeto à disposição da ciência. Perdeu todo seu quesito divino e místico. Até nas religiões o sentido de uma busca interna foi se esvaindo, e passamos a intermediar nossa relação com o espiritual por objetos ou pessoas que se diziam "ter uma ligação direta". Mas todos nós temos essa ligação direta. Todos nós somos divinos por essência. Mas fomos reduzidos à maquinas. Somos massa de manobra para aqueles que estão no poder e precisam se manter lá. Não é interessante para a elite que saibamos o poder que temos. As regras de como devíamos nos portar foram aumentando, o mercado passou a ditar o que tínhamos que vestir, comer, ir. Tudo voltado ao externo, nunca ao interno. Tudo para financiar monopólios e fazer girar um papel que pouco importa, afinal é só um papel. Mas que papel poderoso né? Acabou nos escravizando.
A espiritualidade e a intuição foram sendo reprimidas, e mais pessoas iam surtando por aí. Taxados de loucos aqueles que não se encaixavam nos padrões, milhões de pessoas foram massacradas. Por um ideal de diferença de raças, milhões de pessoas foram mortas. Por uma sede de poder desenfreada, milhões de pessoas ficam adoecidas pela indústria (que polui nosso ar, água, terra, alimento, cria doenças e lucram com seus medicamentos).
"As relações do homem com a vida, com a natureza e com o outro se tornaram extremamente oportunistas e predatórias. Num mundo materialista, destituído de significado espiritual, o homem relaciona-se com a vida de forma unicamente pragmática e que exclui o sentido espiritual. Dessa forma, cria-se o sentimento de vazio interno, quando a única meta do homem é o progresso material e o alcance de status social." (CAVALCANTI, 2004)
Francis Bacon, considerado o fundador da ciência moderna, falava que "a ciência fará do homem o senhor e possuidor da natureza".(1933, p.110, apud SANTOS, 1988, p.49) Ou seja, nossa relação com a natureza virou de dominação x submissão. Essa ideia tirou todo o sentido espiritual que anteriormente a Terra tinha para nós, mas claro que ela não desapareceu, mas ficou reprimida com muita energia em nossa psique. As cidades foram se tornando cinzas e opressoras. Quem não se sente diferente quando está na natureza? A vibração é outra. As metrópoles, onde tudo foi construído pelo homem e invalida mais ainda que precisamos de um ser transcendente, são adoecedoras. A natureza cura. 


Com o crescente desenvolvimento da ciência médica, decifrava-se todos os mistérios do corpo, mas a mente ia se rebelando e as doenças psíquicas foram tomando conta.
Freud percebeu que a causa da histeria não era física, mas sim decorrente de um trauma que foi reprimido pela consciência e ficava num lugar desconhecido chamado inconsciente. Isso por si só já quebra a lógica do paradigma moderno. Porém, Freud ainda se importava em fazer da Psicanálise uma ciência e acabou se fundamentando numa lógica reducionista, onde tudo se resumia à questões sexuais. Bom, não discordo com a teoria dele de jeito nenhum, acredito que ele tenha acertado em cheio em consonância com o contexto em que ele vivia. Freud viu que a sexualidade reprimida era devastadora e tinha razão. Contudo, Jung foi além. Não só existia um inconsciente pessoal, que continha nossos traumas egóicos, memórias, etc, como também, um inconsciente coletivo. Já expliquei isso pra vocês no post anterior (quem não sabe vai lá ver haha)
Jung, um pensador vanguardista, se encaixava mais numa visão de outro paradigma que não fosse o positivista (o pós-modernismo). Claro que ele respeitava e produziu ciência, mas de uma maneira diferente.
Jung anunciou conceitos novíssimos como o da sincronicidade e o Self. 
Sincronicidade é aquele momento que alguém te fala exatamente o que você precisava ouvir, ou você encontra alguém que estava pensando há segundos atrás, ou quando verbalizam algo que você acabou de pensar, etc... É aquele momento que te dá um pane e fala EITA, QUE COINCIDÊNCIA IMPRESSIONANTE! Sincronicidade são acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Ou seja, não é mera coincidência jogada ao acaso, mas possui um sentido para aquilo, um significado. Esse conceito, então, já quebra uma relação importante do positivismo que é a causa-efeito.
Já o Self, seria um conceito da totalidade da psique. Ele é o todo, tanto o inconsciente como a consciência. Tanto o feminino quanto o masculino. Ele suporta todas as contradições, pois as transcende. Ele seria o arquétipo de Deus. O Self, por ser também um arquétipo, expressa-se através de símbolos que se repetem em qualquer mente humana. Por isso em diferentes tribos em qualquer lugar do mundo, tinha uma urgência em criar uma religião que manifestasse esse princípio divino. Muitas vezes, Deus era representado com um círculo (mandalas, tao, uroboros, etc), ou como uma cruz (que representa os dois opostos - vertical/horizontal - terreno/divino - morte/ressurreição), como a geometria sagrada (baseada também na proporção áurea), como a árvore central que ligava o mundo dos homens ao mundo dos deuses, e muitos outros símbolos.




Ué, então Jung trouxe uma aproximação entre a espiritualidade e a ciência? Sim! Através principalmente do estudo dos símbolos e da ideia de que a psique tem como a meta a individuação, que possui um caráter transcendente. E além disso ele formulou um conceito que era mais de uma coisa ao mesmo tempo? Pois é, mas ele não foi o único. 
Pra sua surpresa, ao mesmo tempo que Jung fazia suas descobertas psíquicas, na física houve uma revolução: a física quântica. 
Ela possui basicamente quatro princípios (só um adendo: o 4 como símbolo tem um sentido de totalidade, como a integração dos 4 elementos).
  • Heisemberg, foi o criador do Princípio da Indeterminação ou da Incerteza, que mede o grau de influência do cientista sobre o fenômeno observado, no próprio processo de mensuração. Com este princípio ele derrubou um dos parâmetros da ciência ortodoxa, a neutralidade do observador (Capra, 1990, p. 15). Ou seja, havia uma relação entre a nossa psique e sua influência no mundo externo que não poderia ser negada.
  • O princípio da exclusão de Pauli basicamente explica que cada elétron tem uma função no todo da partícula, e que se um deles for retirado, há um desequilíbrio atômico. Nos remete a ideia de que cada ser único mantém a lógica do Todo. Assim como Jung descrevia sobre a individuação, que é tornar-se o si-mesmo, algo muito único e particular do ser.
  • O princípio da complementariedade diz que a soma de duas realidades mutuamente excludentes tem efeito sinergético, expresso na formula 1+1> 2)
"O físico David Bohm propôs uma visão do cosmos que pressupunha o inter-relacionamento de tudo em um nível profundo, que chamou de ordem implicada, ou implícita. Segundo a sua teoria da “totalidade interrupta”, haveria um fluxo universal no qual a mente e a matéria não eram substâncias separadas, mas sim aspectos diferentes de um mesmo movimento. Segundo Bohm (1994, p. 177), “[...] a Mecânica Quântica sugeriu que o mundo não pode ser analisado em partes que existam separadas e independentemente. Além disso, cada parte, de certa forma, envolve todas as outras, contendo-as ou desdobrando-as dentro de si." (CAVALCANTI, 2004) 
  • Schröedinger, famoso pelo seu gato na caixa, diz sobre a superposição de estados quânticos, que basicamente são duas possibilidades ocorrendo simultaneamente (o gato está vivo E morto) e somente quando há um observado é que uma das possibilidades se cumpre (o gato está vivo OU morto). Assim como o experimento feito com a luz, que se comportava tanto como partícula como onda! Ué, então a luz era duas coisas ao mesmo tempo? Mesmo sendo duas coisas opostas? Assim como o Self? UAU 
Só uma reflexãozinha do Schröedinger (1964, p. 21) pra deixar pra vocês: “Embora se configure inconcebível para a razão comum... você e todos os demais seres conscientes estão integrados reciprocamente. Portanto, esta sua vida atual não é meramente uma parte de toda a existência, senão que, em certo sentido, é o Todo... Assim, você pode se lançar ao chão, espraiado na Mãe Terra, com a convicção de que você é uno com ela e ela contigo”.
Além disso, na física quântica também obteve-se a questão sobre a não-localidade dos eventos, que vai de encontro ao conceito de sincronicidade proposto por Jung.
Dito tudo isso, por mais que pareça estranho, aquele velho paradigma baseado exclusivamente na razão vem se enfraquecendo. A pós-modernidade comporta a diversidade, a visão holística, a incerteza, o desconhecido e a totalidade.
Precisamos falar sobre Temer, porque o Brasil anda seguindo um rumo contrário ao progresso. Que ordem? Que progresso? O Brasil é o berço da diversidade! Nós podemos e devemos sim revolucionar aquilo que precisa ser revisto, ressignificado e redirecionado! Vamos continuar com uma postura de exploração aos recursos naturais? Nós precisamos despertar nossa consciência de que temos a maior floresta tropical do MUNDO que está sendo completamente devastada a cada minuto que se passa. É da gente, povo brasileiro, que tem que vir a mudança! Não estamos cansados de sermos tratados como máquinas? TRABALHE! Diz Temer. TRABALHE ATÉ MORRER diz a reforma trabalhista. TRABALHE LOGO diz a reforma da educação que já prepara adolescentes a cursos técnicos sendo que eles estão no turbilhão que é descobrir sua identidades pessoal, quem dirá identidade profissional. A ECONOMIA PRECISA CRESCER isso é óbvio, mas será que esta é a única meta essencial e tão urgente da nossa sociedade? Se eles não roubassem todo nosso dinheiro, imagina o quanto não poderia ser investido para a nossa qualidade de vida? O que adianta ser 9ª economia mundial (dado de 2016) e 79º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano? (dado 2017
Me diz se a gente não precisa realmente rever nossos valores? Andar pra frente, olhar pra dentro.
Mais uma vez estamos nos dividindo em dois grupos opostos que brigam constantemente e não dão voz ao interesse comum. Agora é o momento. NINGUÉM quer esse governo lá! Ninguém quer ser conivente com o golpe! Ninguém quer bandido fazendo o que quiser com o dinheiro público. Está na hora de colocar nossas diferenças de lado.
Espero que tenha sido esclarecedor. Doei muito da minha energia pra escrever tudo isso pra vocês, mas sei que vai valer a pena. Se uma pessoa se sentir tocada e INSPIRADA pelo meu texto, eu já terei feito algo significativo.
Obrigada por sua leitura!
Evy

Referências: CAVALCANTI, R. O retorno do conceito do sagrado na ciência. In. Teixeira EFB, Muller MC, Silva JDT (Orgs.). Espiritualidade e qualidade de vida. Porto Alegre: EDIPUCRS; 2004.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna. Estud. av.,  São Paulo ,  v. 2, n. 2, p. 46-71,  Aug.  1988 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141988000200007&lng=en&nrm=iso>. access on  21  May  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141988000200007.

Precisamos falar sobre Temer - Parte 1

Isso mesmo. Precisamos falar sobre Temer, sobre temer, sobre ter medo.
O que está acontecendo é uma crise. Uma crise não só brasileira, mas global. De um sistema falido, de princípios distorcidos e de uma vida robotizada.
Vou falar de duas questões principais nesta crise: um panorama histórico sobre as eras e os gêneros na humanidade e de um paradigma que perdurou por quatro séculos e continua enraizado em nossa sociedade.

  • O GÊNERO NA HUMANIDADE
Sob a perspectiva da psicologia junguiana, irei expor uma discussão sobre gênero na sociedade e explicarei alguns conceitos fundamentais de Jung para vocês entenderem.
Um dos conceitos essenciais da psicologia analítica é o inconsciente coletivo. Ele seria uma camada mais profunda da psique, iria além do inconsciente pessoal, aquele indentificado por Freud e sua teoria. 
O inconsciente pessoal conteria aquilo que foi reprimido pela consciência daquele indivíduo específico, o sujeito é quem o desenvolve à partir de sua história pessoal. Então tem suas memórias, traumas, sentimentos rejeitados, etc. Já o inconsciente coletivo é pertinente à espécie humana, é uma sedimentação milenar da nossa experiência, uma herança espiritual da evolução da humanidade.
Os arquétipos são imagens primordiais contidos no inconsciente coletivo, conteúdos simbólicos, as formas mais antigas e universais da imaginação humana. Eles tendem a reproduzir ideias e experiências humanas gravadas no inconsciente coletivo, continuamente revividas pela alma. São moldes inerentes ao ser desde o princípio da existência, os quais têm a função de atuar como fonte primordial para o amadurecimento da mente. Manifestam-se por meio de processos energéticos no interior da psique, expressando-se principalmente nos sonhos com uma linguagem simbólica.
Os mitos são compreensões intuitivas do mundo, podendo ser considerados como sonhos coletivos e também expressam funções arquetípicas. Não é a toa que vários mitos repetem-se em diferentes povos em sua fundamentação, como os mitos sobre heróis. 
A cultura é obviamente influenciada pela psique, sendo um resultado de dinâmicas arquetípicas daquela sociedade. É a relação estabelecida entre a consciência e o inconsciente que define o caráter de uma fase cultural.

Hermafrodita
Entendendo isso, podemos então prosseguir para um panorama histórico da questão de gênero na humanidade, utilizando de alguns mitos para justificar a fase cultural daquele contexto e pensamento.
O mito do Andrógino de Platão conta que no início de tudo, o primeiro ser era andrógino, contendo ambos os sexos. Os deuses, entretanto, possuíam inveja do seu poder e decidiram cortá-lo ao meio. Cada parte procurou sua metade perdida eternamente para se sentir inteiro novamente. Ou seja. primordialmente, o ser é total, inteiro. Contém e sustenta tanto o feminino quanto o masculino. Não existia o outro, só a própria integração. Quando foram divididos, o sentimento de separação e diferenciação foram enormes. O vazio tomou conta e sempre lhe faltava a outra parte. Ficou então desconhecida a coexistência dos princípios opostos dentro de si e cada vez mais, o sentido de o que é feminino ou o que é masculino ficavam mais separados e distantes. 
Para Jung, a psique é assim: contém a totalidade da integração dos opostos. Nosso ser é fundamentalmente masculino E feminino. e não OU um OU outro. O Self, que é a nossa essência, o Si-Mesmo, é justamente o Todo. Porém o ego cria a ilusão de separação. Principalmente se nosso ego cresceu e está inserido numa sociedade unilateral.
Tao/ Yin-yang

  • ERA DA GRANDE MÃE
O humano primitivo era imerso no inconsciente. A consciência estava se diferenciando e o ego tinha uma estrutura pouco desenvolvida. Nessa época, existia um predomínio do princípio feminino. Sim, já houve uma época que o feminino prevalecia na sociedade. A uruboros era uma representação simbólica essencial para ilustrar essa fase, pois a cobra engolindo o próprio rabo simboliza o círculo. Círculos não possuem lado. O Self também é representado pelo círculo, assim como o Tao. O círculo é exatamente esse movimento de integração e totalidade:
 
Uroborus
Era a representação dos pais primordiais, da junção entre o feminino e o masculino. Tem um caráter transcendente e divino. 
O arquétipo da Grande Mãe prevalecia e era ligada a uma força criadora e de vida. A mulher era vista como aquela que dá a luz, dá a vida e tem ligação direta com o divino. Todos da tribo eram vistos como iguais. Os homens eram irmãos e só se relacionavam com mulheres de outras tribos. As crianças eram vistas como presentes espirituais. A sociedade basicamente funcionava na coletividade, e não no individualismo como hoje. A Grande Mãe era vista como a própria natureza. Todos eram filhos de Gaia, aquela que lhes dava alimento, abrigo e a vida. A mulher cuidava da agricultura por essa ligação mais próxima com a natureza. O sangue menstrual e o sêmen eram jogados na terra como um ritual para fertilidade e colheita dos frutos. A sexualidade possuía uma dimensão sagrada. O sexo era feito sobre a terra para simbolizar a integridade cósmica da união entre aqueles seres. O homem era encarregado de fertilizar o útero, colocar suas sementes, enquanto a mulher era a que gerava vida.


Porém, o homem acabou ficando encarregado das caças e foi aumentando sua sede por competição. O Deus masculino vai ganhando mais força e transformando algumas relações até então estabelecidas. 
No Egito, Osíris passou a ser o senhor da agricultura e Ísis sempre aparecia atrás de sua figura. 
Na Grécia, Zeus e Hera passam a ter uma relação não igual. Hera é vista como a deusa do matrimônio, do ciúmes e da maternidade, características que foram tomando a forma do conceito de feminino e uma separação entre a força, domínio e poder que o masculino ia desenvolvendo.
Houve, então, uma interação entre duas forças opostas complementares, que cria a dualidade e o sentimento de separação. O sentido de totalidade e integração vai se perdendo. 
Nos mitos, passa a ser exaltada a figura do herói, um desejo masculino pela supremacia, competitividade e o feminino vai se reduzindo a simplesmente procriação. 
Essa dualidade, separou não somente o feminino do masculino, como também, a alma e o espírito, o ser humano da natureza, a razão e o sentimento... mas, o feminino foi tendo sempre um caráter inferior e foi se reprimindo. Aí começou a era do Pai.

Zeus e Hera

  • A ERA DO PAI
Muita gente não sabe, mas a primeira mulher de Adão foi Lilith. Essa história não entrou na bíblia e vocês vão entender o porque, de acordo com a força do patriarcado.

“Mas, diferente de Eva, ela queria ser uma mulher com os mesmos direitos que o homem. Então, começa a questionar Adão sobre o motivo de ter que se submeter às vontades dele: “(...) – Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abri-me sob teu corpo? Por que devo ser dominada por você? Contudo eu também fui feita de pó e por isso sou igual (Sicuteri, 1998, p. 35 apud Menezes, 2003)”.
Lilith
Sim, meu querido leitor. Lilith era uma feminista que clamava pela igualdade e se rebelou contra a submissão imposta pelo masculino. Vocês entendem porque ela não entrou na bíblia na revisão da Idade Média? Os homens tinham medo de que Lilith fosse uma influência para que as mulheres se rebelassem. A imagem de Lilith passou a ser de demônio, ameaça, sombrio. 
As caças às bruxas foi um massacre as mulheres que se rebelavam, eram independentes e auto-suficientes. A consciência patriarcal queria reprimir a mulher de qualquer forma. Havia uma necessidade da invalidez do feminino e da própria natureza, que passou a ser vista para ser explorada, usufruindo de seus recursos. Lilith era associada a saliva e sangue, que seriam o desejo sexual da mulher e sua menstruação (uuuu super demoníaco).
Eva podia ser aceita, afinal, ela não veio diretamente do Criador, mas da costela do homem. Mais uma desculpa para a imposição da obediência e subordinação. E coitada da Eva né, tão ingênua caiu no conto da Serpente. E adivinhem quem é idenificada com a serpente? Isso mesmo, a própria Lilith. O feminino era tudo de ruim: o demônio, o fracasso, a fragilidade, a caída no pecado, a expulsão do paraíso... Assim fica fácil de os homens governarem, né?
Adão e Eva
A autoridade do pai foi ganhando mais espaço. Deus era o pai supremo, criador onipotente e totalmente masculino. A estrutura social passa a girar em torno da figura do pai e de seu poder. O mundo ia sendo dividido em opostos hierárquicos. 
“Já não era mais a fecundidade do solo a fonte de toda a vida e de toda a criatividade, mas o intelecto que criava as novas invenções, a técnica, o pensamento abstrato e o Estado com suas leis. Não era mais o ventre materno, mas o próprio espírito que passava a ser o poder criador e, desse modo, não eram mais as mulheres, mas os homens que dominavam a sociedade (Rinne, 1999, p. 55 apud Menezes, 2003)”.
E o feminino cada vez mais reprimido... O casamento era um arranjo onde a mulher passava do poder do pai para o poder do marido como simples propriedade.
O pai, até mesmo na teoria Freudiana, é a figura central que estabelece a ordem e a imposição de limites. É aquele que separa o filho da mãe. É um símbolo estruturante no desenvolvimento da personalidade do ego. E sim, o ego foi criando mais forma: uma forma masculina de ser. O inconsciente foi identificado com o princípio feminino, que consequentemente, acabou se tornando desconhecido, monstruoso e aterrorizante para aqueles que não deixavam o feminino vir à tona. Tão inconsciente que fica quase impossível responder "o que é ser mulher?". Ser mulher numa sociedade patriarcal só é definido sob uma lente masculina. Foram os homens que definiram nossos papeis e o que deveríamos fazer, falar, sentar, nos portar, estudar... Ah, estudar não podia, porque a mulher era vista como intelectualmente inferior e isso obviamente influenciou no seu distanciamento de exercer a cidadania. Ser mulher era bem simples: só podia ficar dentro de casa realizando tarefas domésticas, tinha que ser boa esposa e claro, boa mãe. Vocês vêem como o feminino foi reduzido? A totalidade do ser mulher foi completamente fragmentado. 
O feminino, o útero, o ventre, o vazio, o poço sem fundo e o inferno eram sinônimos. 
“E como acontece com qualquer emancipação, a supremacia da consciência do ego sob o inconsciente levou ao extremo a sua posição e dos valores próprios, ocasionando a superestimação do masculino, a megalomania da consciência do ego e a desvalorização, seguida da repressão do seu lugar de origem, ou seja, do inconsciente feminino.”(Neumann, 1995 apud Menezes, 2003).
Além de tudo isso, como se não fosse o bastante, a sexualidade para a mulher foi completamente reprimida. Mulher não podia ter desejo, não era digna de prazer e só era feita pra procriar. A imagem de Maria como a virgem que teve o filho de Deus reforçava essa ideia e as mulheres foram adoecendo, como Freud mesmo viu na questão da histeria. A repressão sexual comprova o poder fálico.
Com tanta coisa acontecendo, as mulheres tentaram reagir. Queriam o direito de trabalhar e não serem apenas mães. Para entrarem no mercado de trabalho, precisavam renegar sua feminilidade, mesmo assim eram exploradas, tinham baixos salários e eram mal vistas pela sociedade por mancharem a imagem do marido de único provedor da casa.

A pílula anticoncepcional surgiu e ajudou as mulheres nesse processo. Elas finalmente tinham domínio sobre sua fecundidade e poderiam exercer a liberdade sexual. O sexo não era só mais pra procriação, a maternidade foi perdendo seu caráter sagrado. E assim, o casamento poderia ser escolhido pelos fundamentos do amor e não mais de contratos. O movimento hippie ajudou muito nessa nova consciência que quebrava vários padrões.
A exacerbação do princípio masculino criou uma unilateralidade para apenas um dos polos e dificultou a integração do ser humano como todo. Tal unilateralidade levou ao avanço da razão, busca pelo material, avanço científico, reducionismo na ciência, dualidade política, guerras por supremacia, exploração da natureza, desvalorização da intuição, da espiritualidade, do misticismo, dos sentimentos, da ética, etc.
As mulheres para se adaptarem a esse mundo, tornaram-se masculinizadas, sem que os homens se feminizassem. Ou seja, reforça a unilateralidade do masculino. As mulheres tentam se igualar aos seus dominadores, sem que haja um resgate do próprio feminino individual. Houve uma dilaceração do feminino. Começaram a brigar pelo poder e por uma igualdade mal compreendida. Algumas reprimiram tanto o feminino que sentiam medo de engravidar e perder seu poder, sua razão, e acabavam somatizando em seus úteros com câncer, cisto, etc (sem generalizar). 
“E exatamente por faltar parâmetros femininos de vida autônoma e com liberdade, resta a mulher, como opção, a imitação do que se conhece: o estilo masculino de vida.” (Strey, 1997 apud Menezes, 2009).

O movimento obviamente trouxe avanços. As mulheres podiam agora trabalhar, votar, estudar em ensinos superiores, etc. Mas a mudança no coletivo, não foi uma mudança individual. Por isso ainda gera tanto conflito. Os homens não aceitam seu próprio feminino e as mulheres ficam alienadas de si mesmas e de sua totalidade. 
Então o que precisa ser feito?
  • NOVA ERA? 
“(...) Provavelmente a humanidade nunca tenha estado numa posição tão privilegiada como agora; há a disponibilidade de uma idade de ouro de poder mecânico e a possibilidade de uma nova era no sentido dos valores femininos. Estabelecer uma base para o lazer, que o mundo moderno oferece a um grande número de pessoas, foi uma realização nobre. Acrescentar os insights femininos é o próximo passo. (...) Estamos na crista da onda onde o melhor dos dois mundos pode ser conseguido se formos suficientemente sábios (...) (Johnson, 1991, p. 95-96 apud Menezes, 2009)”.
É necessária uma revolução em ambos os sexos. Jung já dizia:
“ um homem deve adotar uma atitude feminina, enquanto uma mulher deve combater seu animus, uma atitude masculina (…)”  (McGuire, Hull, 1984, p. 42)
Ou seja, numa sociedade onde o feminino é reprimido, os homens precisam trazer à luz sua Anima (arquétipo do feminino), assumirem que também são sensitivos, intuitivos, espirituais e possuem alma além de um corpo meramente material. Enquanto a mulher precisa combater seu Animus (arquétipo do masculino) que já nos rege por tanto tempo de tanto reprimirmos nossa feminilidade. 
Precisamos, nós mulheres, tirarmos da sombra nosso lado feminino que foi demonizado.
“Aceitar a porção feiticeira é aceitar a si mesma, a sua própria escuridão, os sentimentos de rejeição e de vingança. Cuidar de si mesma é aceitar a beleza e o horrível da condição de ser mulher. Permitir o contato real com o Feminino é adentrar no universo da Lua Negra e permitir ser no mundo o verdadeiro Eu, curando o coletivo da doença que a unilateralidade do masculino causou a humanidade.” (SILVA, p.29, 2014)
As faces da Deusa
É preciso um casamento alquímico entre nós mesmos. Aceitarmos que somos seres íntegros, integrados e inteiros. O casamento da lua e do sol precisa acontecer individualmente para que se reflita no coletivo. Até nossas relações amorosas mudariam seu caráter:
“Somente quando cada um reconhecer o que possui escondido dentro de si, poderão se ver como indivíduos inteiros e se relacionar como um indivíduo e não como uma metade em busca de outra.” (Muraro& Boff, 2002 apud Menezes, 2009).
Deixaríamos de buscar tanto no outro a nossa metade quando nos vemos como inteiros. O amor seria recíproco e complementar. 
O cultivo da vida interior também é uma característica feminina que precisa ser mais exercida. Jung diz que todo humano tem como meta a individuação, que é tornar-se o Si-mesmo. Nós vivemos para sermos nossa essência, e é isso que importa. O gênero é apenas uma construção social que tomou muita proporção e acaba sendo o foco central de adoecimento de muitas pessoas. Amores, nós somos quem somos, e não são rótulos que vão nos definir. Nós temos o potencial de sermos o que quisermos. Apenas seja!

Deus também poderia tomar seu lado feminino, aquele da Grande Mãe que foi rejeitado. A energia essencial criadora de tudo que existe. A natureza em seu esplendor e que anseia por uma ligação com a humanidade, porém vem sofrendo fortes ataques por uma sociedade capitalista e exploradora.
“ Todos os desenvolvimentos futuros, a partir de agora, precisam ser abordados da perspectiva de ambos os sexos, porque homens e mulheres são igualmente importantes para o fazer da história. A esperança para o futuro, assim como o triunfo do passado, estão na cooperação e na reciprocidade de mulheres e homens.”(Menezes, 2009)
Se no princípio, no homem primitivo predominava o inconsciente, no homem moderno predominou-se o ego. O egocentrismo e o individualismo leva-nos às ruínas. Não reconhecemos o outro como parte de nós e projetamos nele tudo aquilo que reprimimos em nós mesmos. Não reconhecemos nossa unidade coletiva, porque mais nos interessa nosso mundinho particular. Até onde isto está nos levando?
A evolução não para e uma evolução consciente já está acontecendo. As pessoas estão despertando, e provavelmente você que veio parar no meu blog também está. Estamos vivendo um momento de transição, pois repito: toda crise gera uma mudança. Estamos em crise. Qual mudança vibraremos?
A globalização suporta a diversidade, pluralidade e a incerteza. É necessária uma quebra de paradigmas, até científicos, que também falarei na segunda parte deste post. 
Para concluir, o que isso tem a ver com o Temer?
Verbo temer: medo, receio, pavor, terror.
Precisamos parar de temer.
Por muito tempo, tememos o feminino. 
Temer é o registro de um governo completamente masculino, que derrubou inescrupulosamente o primeiro governo feminino do Brasil, o rechaçou, o desmoralizou. Seus escolhidos são homens, brancos, héteros, conservadores, um retrato do patriarcado. Temer se preocupa mais com a economia do que com os problemas gritantes na nossa saúde e educação. Mas é por falta de dinheiro? Se fosse, o dinheiro nos falta porque esses políticos roubam um valor incalculável de nossos cofres. Nós pagamos nossos impostos. Mas e as indústrias e empresas que financiam esses políticos? Sonegam milhões de reais. O egocentrismo e a ganância consomem, corroem essas pessoas. São eles que deveriam nos representar?
O Brasil é um dos que mais matam mulheres, mais estupram e mais agridem. Será que isso não é um reflexo de como a massa de manobra é induzida à ignorância? O movimento feminista no Brasil vem crescendo e reagindo, ainda bem, mas como vimos, ALGUMAS mulheres estão se masculinizando, usando da força e violência para conseguir notoriedade. Lembrem-se: o único sangue que não escorre pela violência, é o da menstruação!
A busca pela totalidade interna é um dever de cada ser e só assim poderemos vibrar um coletivo mais igualitário e holístico.
No próximo post explicarei mais sobre o paradigma científico moderno, como ele também nos influenciou e como está se dando sua queda.
Espero que tenham gostado! Podem me procurar pra conversar sempre!
Twitter: @_evyB e @coisaderaposa

Referências:
§MENEZES, R. O feminino reprimido: um estudo junguiano sobre a feminilidade. Centro Universitário de Brasília, nov. 2003. Disponível em: http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/2853/2/9908020.pdf. Acesso em: 10 de maio de 2017.
§SILVA, A. A lua Negra: o lado sombrio do Feminino. Faculdade Monteiro Lobato. Porto alegre. 2014. Disponível em: http://www.ajb.org.br/congresso/uploads/anais/anais%20-%20posters/A%20LUA%20NEGRA%20o%20lado%20sombrio%20do%20feminino%20-%20Andr%C3%A9a%20Ventura%20da%20Silva.pdf Acesso em: 10 de maio de 2017.




Proteção Espiritual


Boa noite! Fiquei de postar hoje um decreto para proteção espiritual. Ele caiu nas minhas mãos hoje, e acho que muita gente pode se beneficiar. Depois faço outro post explicando o poder do som e da Palavra Falada, mas por enquanto, só fiquem com a ideia de quando forem falar o decreto, falem mesmo, acreditem no que está dizendo, visualize o que está pedindo e sinta cada frase formar em seu próprio ritmo. 


"Qualquer que seja a prece ou a meditação que vocês usem, é bom começar pedindo proteção espiritual para si mesmos e para seus entes queridos. Quando rezamos por nós mesmos ou por alguém que esteja precisando, podemos maximizar nossas preces incluindo todos os que possam ter uma necessidade semelhante à nossa.

Invocando seu tubo de luz

Ao fazer a afirmação do "Tubo de Luz", um cilindro de luz branca descerá do plano do Espírito em resposta a seu chamado. Os santos e místicos das religiões do mundo já viram essa luz branca em suas meditações e orações. Para os israelitas, o tubo de luz era uma "coluna de nuvem" de dia e "uma coluna de fogo" à noite, enquanto viajavam pelo deserto.
Esse cilindro de energia tem cerca de três metros de diâmetro. Ele vem do EU SOU O QUE EU SOU (Deus/ energia essencial criadora/ o Verbo) acima de você e se estende por baixo dos seus pés.
A luz branca nos ajuda a manter o equilíbrio e a paz. Ela nos protege das más intenções, tais como raiva, condenação, ódio, ciúme... Quando estamos desprotegidos, ficamos espiritual, mental e fisicamente vulneráveis às energias agressivas e projeções de forças negativas invisíveis.
A luz branca também não permite que a pessoa se deixe levar pela consciência de massa. Se vocês se sentem exaustos após estarem no meio de muita gente em lugares públicos, pode ser que as suas reservas físicas e espirituais tenham, literalmente, se esgotado.
Muitas pessoas acham que ajuda fazer o decreto do "Tubo de Luz" antes de enfrentar a agitação do começo do dia. Durante o dia, quando a pessoa se sente sem energia, esgotada ou vulnerável, deve separar alguns minutos para repetir esse decreto:

TUBO DE LUZ

Presença do EU SOU tão amada,
Sela-me no Tudo de Luz
Da chama dos Mestres Ascensos
Em nome de Deus agora invocada.
Que ele liberte o meu templo
De toda discórdia que me é enviada.

A Chama Violeta invoco agora
Para todo desejo consumir,
E arder pela Liberdade
Até no seu fogo me fundir. "






trecho retirado do livro " Anjos caídos entre nós, o que você precisa saber" de Elizabeth Clare Prophet

Eu e a lua, a lua e eu



Vou contar pra vocês sobre algumas coisinhas que aconteceram comigo em relação ao meu vínculo com a lua, e trarei prints do Twitter por uma questão de evidência hahah Todos os tweets estão datados e comprovam a sequência dos fatos ;)

Em outubro do ano passado, ocorreu a super lua cheia em Áries. Essa foi uma lua carregada de muita energia, principalmente por estar num signo de fogo, é uma energia que nos dá forças para agir, trazer nosso fogo interior e queimar aquilo que não nos serve mais (relações, hábitos...), ou seja, era um tempo propício para meditar, voltar-se para dentro de si, conscientizar-se do que queríamos para nós e do que deveríamos mudar. 
Antes mesmo dela acontecer, eu já estava empolgada para sua chegada:


Eu já tenho um vínculo muito forte com a lua, considero-a minha guia natural e no qual eu tenho muita afinidade e puro amor, meu ciclo menstrual estava regulado com o ciclo dela, sentia em meu ser muito de sua influência e nesse dia de tanta energia lunar, fui até o Ibirapuera com minha melhor amiga para meditarmos.
Como vocês viram nos posts de meditação (post 1post 2) eu sempre acabo focando num mantra exclusivo para aquela situação específica. Às vezes eu decido ele antes de meditar, às vezes ele vem durante a própria meditação como uma frase que vem e não vai mais, repete-se constantemente. Nesse caso, o mantra veio e foi um clamor à lua:


"Me ajuda a ajudar o mundo", "me ajude a ajudar o mundo", "me ajude a ajudar o mundo"... E eu direcionava essa energia do mantra pra Lua, aquela Lua gigantesca e super brilhante. Sentia ela abraçando o meu pedido, pois compreendi que o que eu estava pedindo não era um desejo do ego, mas sim, uma necessidade da minha alma. Eu não estava ali pedindo pra ter coisas pra mim ou conseguir coisas mirabolantes na minha vida. Era um pedido simples e feito com muito amor e compaixão. Pedi ao universo energia pra fazer o que vim fazer aqui, ajudar, ser canal de transmissão dessa energia, ou seja, estava pedindo simplesmente forças para que eu conseguisse ser eu mesma e realizar meu propósito. E outra, era uma troca, eu pedi energia do universo para que então tivesse energia suficiente para passar a energia para outro. Só depois da meditação, compreendi a força desse mantra. 
Agora vem a melhor parte: Um dia depois, a meditação já teve seu efeito. UM DIA DEPOIS!!!


Sim, um dia depois eu tive energia pra finalmente dar o primeiro passo para externalizar conceitos chave da minha teoria. Aconteceu naturalmente, e era exatamente uma resposta ao mantra e à meditação do dia anterior. Como eu havia pedido ajuda para ajudar o mundo, e já expliquei que seria um sinônimo para me ajudar a ser quem eu sou e exercer o meu propósito, nada mais coerente do que a energia de ação me impulsionar a fazer algo como a minha teoria. Que surgiu como uma meta de vida a ser realizada e um objetivo espiritual ao qual me foi dado, para que eu pudesse ajudar a confrontar os padrões científicos e a sociedade no qual estamos inseridos e trazer uma visão integrada entre ciência e espiritualidade e uma nova visão de homem e do próprio conceito de Deus.

Bom, isso foi uma meditação. Agora vou falar de outra em que também teve influência da Lua.
Antes da maior super lua do século em novembro, tive uma meditação onde me senti muito inútil, parecia que o que eu fazia não era suficiente e ninguém que me rodeava parecia estar vivendo algo parecido com o que eu estava vivendo espiritualmente, então meio que me senti isolada nesse assunto e sem ninguém pra compartilhar experiências. Foi aí que, humildemente, pedi para que esse sentimento de "solidão espiritual" se esvaísse de alguma maneira...
Então, nessa mesma semana eu viajei para Ubatuba, pois seria feriado, aniversário do meu irmão e claro, a super lua.
Agora vamos para as evidências hahah 
1- Fiz um role em casa e chamei uns amigos que chamaram outros amigos que eu não conhecia. Mas por incrível que pareça, aquelas pessoas não me causaram nenhum estranhamento. Foi natural, como se a gente já se conhecesse... O mais legal foi que, naquele dia, o clima estava diferente. Estava uma vibe bem espiritual e acredito muito que seja pela influência da maior super lua. Não foi só eu que senti desse jeito. Aquelas pessoas até então desconhecidas, conversaram comigo sobre espiritualidade de um jeito que eu me abri completamente. Chorei ao contar das minhas experiências, me emocionei em como eles ouviam e ENTENDIAM o que eu já tinha passado e estava passando. Foi uma conversa natural, todo mundo contribuiu contando um pouco da sua vida e sua ligação com o divino e isso me fez sentir abraçada... Eu não me senti isolada espiritualmente, mesmo que tenhamos passado por coisas tão diferentes. Essas pessoas simplesmente brotaram na minha casa e foi uma resposta da minha meditação. 
Além disso, muitas coisas aconteceram nesse dia. Tive uma sensação muito forte com um dos meus melhores amigos onde tive a certeza que já fui a mãe dele em outra vida e fui inundada por esse amor. Esse mesmo amigo acabou ficando com a minha melhor amiga e eles sentiram que já se amaram em outras vidas (hoje eles namoram <3), então, acredito que passou longe de ser um dia medíocre, mas sim, um encontro de almas.


2- O poder do mantra da lua cheia em Áries ainda estava forte (e continuará), e pessoas espontaneamente vinham me procurar pedindo conselhos ou ajuda no âmbito espiritual (ler debaixo pra cima):

3- Não parou por aí... Na mesma semana, uma menina da minha faculdade, que não era tão próxima de mim assim, chegou DO NADA me falando isso:


Sim, essa pessoa foi usada pra responder (mais uma vez) àquela meditação em que menti sozinha espiritualmente. Ela simplesmente descreveu como eu me sinto nas minhas meditações e ainda me disse coisas que passaram por ela, ou seja, Deus a usou para que essas palavras chegassem até a mim. Tem coisa mais maravilhosa que isso?????

4- COMO SE NÃO BASTASSE TUDO ISSO, dias antes eu tinha descoberto um site que é esse aqui: http://awakeningourtruth.com/ e que um dos criadores do site conta como foi seu processo de despertar da consciência, e em meio aos seus diferentes relatos, um deles ele explica que viu uma certa forma de energia que é como se o universo inteiro se movimentasse, uns pontinhos brilhantes que vagam, e é uma coisa que eu vejo desde sempre e NUNCA ouvi ninguém falar que viu a mesma coisa, e muito menos, alguém explicar exatamente do jeito que eu vejo... Fiquei bem pasma.


Bom, pra encerrar... Qual foi meu intuito em querer mostrar tudo isso pra vocês? Primeiramente, expor o poder de uma meditação. Quando meditamos, oramos, nossa energia se direciona para outro plano e as coisas ACONTECEM. Não precisa de lógica, é tudo uma questão de vibração, intenção e poder espiritual. Acreditem naquilo que pedem, vejam se é mesmo uma necessidade da alma ou desejo do ego, estejam com o coração cheio de intenções boas, por mais que você esteja se sentindo mal, como eu estava me sentindo isolada, as respostas vêm, não perca a fé e a humildade. Segundo, a ligação com seu guia natural é muito forte. Descubra o seu, crie um vínculo com ele, ame-o e peça pra que ele te dê energia... A natureza e o universo são manifestações do divino. E eu e a lua nos amamos <3
Terceiro, quando você tem consciência, as coisas ficam mais claras e você compreende o fluxo da energia na sua vida. É impressionante, mas a energia essencial criadora de Deus é maravilhosa e cuidar da nossa espiritualidade é a chave para nossa evolução individual e coletiva.





Esclarecimentos


Olá amores, como vocês estão? Eu tinha sumido um pouco daqui pelas férias, mas agora minha rotina vai voltar ao normal, por mais que último ano da faculdade seja uma loucura. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e tenho muita coisa pra contar. Na verdade, não sei nem por onde começar... Foram tantas meditações, tantos insights, tantas experiências que espero que vocês vejam e acompanhem tudinho.
Enquanto as coisas iam acontecendo e eu pensava "preciso postar isso no blog", percebi que para contar eu precisaria me expor muito, contar abertamente dos meus maiores medos, problemas e questões importantes... Fiquei com receio de que não entendessem o propósito de tudo isso e achassem que fosse uma atitude egoísta querer expor minha vida dessa maneira e fazer disso um show.
Então, para que fique bem claro e esclarecido: tudo o que eu contar sobre mim aqui é para que vocês possam ver de uma maneira mais holística e integrada o contexto e o momento atual daquela experiência, e em nenhum momento eu quero que a minha vida vire o foco. Eu não quero ser o foco. Eu não estou aqui contando tudo isso para que o mérito venha a ser meu. Entendam, meu amores, que pra mim é muito difícil me expor desse jeito como introvertida que sou, já pensei em desistir muitas vezes, mas o propósito é maior do que eu e é esse propósito que me move. Entendi que vim para ser instrumento, canal de transmissão de energia, e não posso negar e virar as costas para o meu chamado. Nunca fui uma criança normal e muitas coisas aconteceram na minha infância para que hoje eu tivesse o entendimento do meu propósito aqui... Ou seja, terei que contar experiências que remontam 10, 15 anos atrás para que vocês entendam o hoje. Fica a critério de vocês acreditarem ou não, mas não teria nenhum motivo da minha parte expor uma mentira sobre minha vida e sobre algo tão particular e importante assim. Estou de coração aberto para contar tudo que me aconteceu e acontece, e fica à sua responsabilidade a abertura que você vai me dar para entrar na sua vida. Esteja aberto e principalmente, respeite. Por mais que você não entenda ou duvide, respeite. Se quiser me procurar, conversar, perguntar, fique a vontade. Eu estou aberta à vocês assim como já estive para muitos que já vieram pedir ajuda.
Falando nisso, os posts sobre feedback de vocês continuarão para que vocês vejam como meu trabalho aqui anda ressoando em vocês.
Basicamente, queria dizer que estou disposta a entregar uma parte do meu universo, da minha história e da minha energia, só lhe peço que esteja aberto a receber essa energia. Essa energia não é minha, mas é de todo o universo fora e dentro de mim, É a energia cósmica, energia de amor que vibra para curar e juntar as nações. Como boa aquariana que sou, no alvorecer da era de aquário, eu não posso ficar parada ou calada. Preciso me mover, pois sinto diariamente toda a influência para a ação e o momento é esse, o momento é agora;
Muito obrigada pela sua presença nesse espaço tão especial pra mim e cheio de luz,
Bjo.
Evy


 
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